A busca dos homens por procedimentos estéticos vem ganhando espaço, e a harmonização facial masculina aparece entre as opções para quem deseja melhorar o contorno do rosto, corrigir assimetrias ou recuperar volume perdido ao longo do tempo. Entre os procedimentos utilizados estão o preenchimento com ácido hialurônico e a aplicação de bioestimuladores de colágeno.
A proposta da harmonização é equilibrar as proporções da face sem necessariamente alterar as características individuais. No público masculino, o tratamento costuma valorizar regiões como mandíbula, queixo e maçãs do rosto, com o objetivo de deixar os traços mais definidos.
Apesar de serem procedimentos não cirúrgicos, as aplicações não são isentas de riscos e exigem avaliação individualizada, escolha adequada dos produtos e acompanhamento profissional.
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ÁCIDO HIALURÔNICO
O ácido hialurônico é utilizado na forma de gel para preencher determinadas regiões e proporcionar volume e contorno. Na face, pode ser empregado em áreas como mandíbula, queixo e maçãs do rosto, de acordo com a indicação do produto e o planejamento realizado para cada paciente.
O resultado do preenchimento pode ser percebido rapidamente, mas o rosto pode apresentar inchaço e outras reações nos primeiros dias. O resultado final depende da redução do edema e da acomodação do produto nos tecidos.
Já os bioestimuladores de colágeno têm uma ação diferente. Em vez de apenas acrescentar volume, estimulam o organismo a produzir colágeno, proteína relacionada à firmeza e à elasticidade da pele. Por isso, os resultados tendem a aparecer de maneira gradual.
ATENÇÃO AOS RISCOS

Mesmo quando realizados com finalidade estética, os procedimentos que utilizam produtos injetáveis precisam ser tratados como intervenções que exigem cuidados. Vermelhidão, inchaço, hematomas, sensibilidade e reações inflamatórias podem ocorrer após a aplicação.
A Anvisa alerta que preenchedores dérmicos, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio e ácido poli-L-láctico, são produtos de alto ou máximo risco, classificados como dispositivos médicos. A utilização deve respeitar as regiões e os volumes previstos nas instruções de uso.
Quando aplicados em locais não indicados ou em quantidades diferentes das previstas, esses produtos podem provocar complicações graves. Entre os eventos relatados estão oclusão vascular, necrose de tecidos, embolia pulmonar e alterações visuais temporárias ou permanentes. Também existem relatos de complicações sistêmicas em determinadas situações.
Por isso, a escolha do produto e a avaliação da região a ser tratada são etapas fundamentais antes do procedimento.
RECUPERAÇÃO
O período de recuperação varia conforme o procedimento, a região tratada e as características de cada paciente. No caso dos preenchimentos, o inchaço costuma ser mais evidente nos primeiros dias e vai diminuindo gradualmente.
Durante a recuperação, alguns cuidados podem ser recomendados, como evitar exposição solar intensa, atividades físicas mais intensas e manipulação da região tratada. O paciente também deve seguir as orientações fornecidas pelo profissional responsável.
A realização de procedimentos após períodos de intenso desgaste físico e mental também merece atenção. Alterações no organismo podem influenciar a resposta inflamatória e a recuperação, tornando importante avaliar as condições do paciente antes da aplicação.
ESCOLHA DO PROFISSIONAL

A Anvisa recomenda que o paciente procure orientação de um profissional de saúde antes de iniciar o tratamento e verifique se o produto utilizado está regularizado. Também é necessário conferir se o estabelecimento está autorizado para a atividade e se o profissional é qualificado para realizar o procedimento.
Outra orientação é que o paciente receba informações sobre o produto utilizado, incluindo dados que permitam sua rastreabilidade, além de conhecer os possíveis riscos e complicações.
A agência reforça que os preenchedores devem ser utilizados somente nas indicações, regiões e volumes previstos nas instruções aprovadas. Em caso de sinais ou sintomas que possam indicar uma complicação, a recomendação é procurar atendimento de um profissional de saúde.
A harmonização facial pode proporcionar mudanças no contorno e na aparência do rosto, mas o resultado depende de planejamento individualizado e do uso correto dos produtos. Mais do que seguir tendências, a segurança deve ser considerada antes, durante e depois do procedimento.