OUTUBRO ROSA

Um caroço mudou tudo: Geovanna conta sua luta contra o câncer

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 5 min
Geovanna Luz Carvalho
Após descobrir um caroço durante o banho, Geovanna iniciou uma jornada de tratamento contra o câncer de mama, enfrentando quimioterapia, cirurgia e radioterapia.
Após descobrir um caroço durante o banho, Geovanna iniciou uma jornada de tratamento contra o câncer de mama, enfrentando quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

O mês de outubro é marcado pela campanha Outubro Rosa, movimento de conscientização sobre o câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. Mais do que uma campanha, o período reforça a necessidade de atenção aos sinais do próprio corpo, acompanhamento médico e realização dos exames indicados pelos profissionais de saúde.

A descoberta de um câncer pode mudar a rotina, provocar medo e trazer uma série de dúvidas sobre o futuro. Para Geovanna Luz Carvalho, paciente oncológica que enfrentou um câncer de mama, o diagnóstico chegou depois de um sinal percebido por ela mesma durante um momento comum do dia a dia.

“Uma noite, dormindo, acordei com o seio latejando. Pela manhã, no banho, fiz o toque e senti o caroço. Logo marquei consulta com a ginecologista”, conta.

A partir dali, começaram os exames e uma investigação que mudaria sua rotina. Geovanna foi atendida no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), onde, segundo ela, recebeu assistência durante o processo. Foi também no serviço de saúde que recebeu a confirmação do diagnóstico.

“Fiz os exames no AME, onde fui muito bem assistida. A assistente social me deu a notícia e disse que já tinha marcado a consulta com o mastologista. Senti medo e uma confusão enorme na minha cabeça, e o coração apertado”, relata.

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APOIO DURANTE O TRATAMENTO

Depois da confirmação, vieram novas consultas, exames e o início do tratamento. Para Geovanna, enfrentar o câncer significou lidar não apenas com os efeitos físicos da doença e dos procedimentos, mas também com as mudanças emocionais provocadas pelo diagnóstico.

Nesse período, a presença da família e dos amigos se tornou fundamental. Segundo ela, as pessoas mais próximas estiveram ao seu lado durante as diferentes etapas do tratamento e ajudaram a enfrentar os momentos mais difíceis.

“Minha família e amigos me deram muito apoio e me ajudaram em tudo que precisei”, afirma.

Um dos períodos mais difíceis foi o início da quimioterapia. Geovanna conta que enfrentou dores, vômitos e desconforto abdominal. Entre todas as mudanças provocadas pelo tratamento, porém, uma delas teve um impacto emocional especialmente forte: a queda dos cabelos.

“No começo do tratamento com a quimio foi difícil. Dores, vômito, desconforto abdominal e o mais difícil de tudo: ver meus cabelos caindo e ter que raspar a cabeça”, lembra.

A quimioterapia durou cinco meses. Para Geovanna, foi um período longo e marcado por desafios, mas também pela presença constante de pessoas que se tornaram sua base durante o processo.

“As pessoas mais importantes foram minha família e os amigos mais próximos, que me levavam e ficavam comigo até o final da quimio. Foram cinco meses mais longos de toda minha vida”, conta.

FAMÍLIA COMO SUSTENTAÇÃO

Depois da quimioterapia, o tratamento continuou com a cirurgia e, posteriormente, a radioterapia. Cada etapa exigiu disposição física e emocional, mas Geovanna afirma que não enfrentou o caminho sozinha.

“Se não fossem eles, não conseguiria passar por tudo isso sozinha. Eles foram minha força e apoio de sustentação”, afirma.

A experiência também deixou aprendizados que ela hoje compartilha com outras pessoas que estejam passando por situações semelhantes. Para Geovanna, além do acompanhamento médico, cuidar da mente e manter por perto pessoas importantes fez diferença durante sua caminhada.

“Confie que tudo dará certo, trabalhe sua mente e se cerque das pessoas que te amam e que você ama”, aconselha.

A fé também esteve presente durante todo o tratamento. Para Geovanna, acreditar em Deus foi uma das formas de encontrar força para continuar diante das dificuldades.

“E nunca esqueça que, em primeiro lugar, sempre vai estar Deus ao seu lado, porque Ele é o Deus do impossível e muito misericordioso”, afirma.

A NOTÍCIA QUE MUDOU TUDO

Depois de meses de tratamento, chegou o momento mais aguardado. No dia 4 de fevereiro, Geovanna recebeu a notícia de que havia concluído o tratamento e estava curada.

A lembrança daquele momento ainda é carregada de emoção.

“Não consigo descrever a emoção que tomou conta de mim, algo inexplicável. Meu coração se encheu de gratidão a Deus e chorei muito abraçada a algumas colegas que faziam o tratamento comigo. Oramos e agradecemos ao Senhor”, conta.

A história de Geovanna representa uma entre tantas trajetórias de mulheres que enfrentam o câncer de mama. Durante o Outubro Rosa, relatos como o dela ajudam a lembrar que o diagnóstico pode provocar medo, mas também que o acompanhamento médico e o tratamento são fundamentais para enfrentar a doença.

ATENÇÃO AOS SINAIS

O câncer de mama pode apresentar diferentes sinais e sintomas, e alterações nas mamas devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Entre os sinais de alerta estão caroço endurecido, alterações na pele da mama, mudanças no formato ou tamanho, alterações no mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo.

Nem toda alteração significa câncer, mas qualquer mudança que não seja habitual deve ser investigada.

A campanha Outubro Rosa reforça justamente a importância de não ignorar os sinais do corpo e manter o acompanhamento de saúde. O diagnóstico em fases iniciais aumenta as possibilidades de tratamento e pode contribuir para melhores resultados.

Para Geovanna, a percepção de uma alteração e a decisão de procurar atendimento foram o início de uma jornada que terminou com a conclusão do tratamento.

Hoje, ao olhar para tudo o que enfrentou, ela carrega a lembrança dos meses difíceis, mas também a gratidão por ter contado com pessoas ao seu lado em cada etapa.

Sua história reforça uma mensagem importante durante o Outubro Rosa: conhecer o próprio corpo, procurar atendimento diante de alterações e não adiar a investigação são atitudes que podem fazer diferença.

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