A Polícia Civil identificou um homem investigado por uma série de ataques contra mulheres que circulavam de bicicleta em Guarujá, no litoral de São Paulo. O suspeito foi levado à Delegacia Sede do município na quarta-feira (30) e, segundo as informações divulgadas sobre o caso, admitiu os ataques durante o depoimento. Ao menos cinco ocorrências com características semelhantes são investigadas, incluindo uma envolvendo uma menina de 12 anos.
Apesar de ter sido identificado e conduzido à delegacia, o homem não permaneceu preso neste momento. A situação ocorre durante o período em que o Código Eleitoral restringe a prisão de eleitores, regra que começou em 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno das Eleições 2026, e segue até 6 de outubro. A legislação, porém, prevê exceções, entre elas a prisão em flagrante, além de casos específicos envolvendo sentença por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto.
A Polícia Civil continua avaliando os elementos reunidos para definir o enquadramento jurídico dos episódios e as medidas que poderão ser solicitadas à Justiça. A investigação inicialmente trata os casos como importunação sexual, mas também analisa a possibilidade de enquadramentos mais graves, incluindo estupro e estupro de vulnerável, especialmente diante da idade de uma das vítimas.
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Como a polícia chegou ao suspeito
As investigações avançaram a partir da combinação de relatos das vítimas, imagens de câmeras de segurança e informações relacionadas à motocicleta utilizada nos ataques. Os registros mostram abordagens contra mulheres que pedalavam pelas ruas de Guarujá, com o motociclista se aproximando e fugindo logo depois. As imagens também passaram a circular nas redes sociais e ajudaram a ampliar a identificação de ocorrências semelhantes.
De acordo com a apuração divulgada pela imprensa local, cinco vítimas já foram identificadas pela Polícia Civil. Entre elas está uma adolescente de 12 anos. Os investigadores trabalham ainda com a possibilidade de existirem outras vítimas que não tenham procurado as autoridades, e a orientação é que mulheres que tenham passado por abordagens semelhantes registrem o caso mesmo quando não possuem imagens ou outras provas materiais.
A investigação também considera um registro anterior envolvendo o suspeito por crime semelhante, informação que passou a integrar a apuração atual. Enquanto os policiais analisam os relatos e demais evidências, o caso segue em investigação e a Polícia Civil busca reunir elementos para definir a responsabilização pelos episódios e eventuais pedidos de prisão dentro das possibilidades previstas pela legislação.