A rotina de muitas mulheres é marcada por excesso de responsabilidades, estresse, preocupações e pouco tempo para descansar. Nesse contexto, sentir cansaço pode parecer algo normal. No entanto, quando a exaustão se torna frequente e não melhora mesmo após períodos de descanso, o sintoma pode indicar que é necessário investigar a causa.
De acordo com a médica Monique Mion Bürger, especialista em ginecologia e medicina funcional integrativa, o estresse e a sobrecarga emocional podem provocar fadiga física e mental. Porém, a persistência do sintoma exige atenção, principalmente quando o cansaço é desproporcional às atividades realizadas.
“É importante ficar atenta quando a exaustão aparece acompanhada de alterações de humor, ansiedade, tristeza constante, dificuldade de concentração e memória ou redução importante da disposição para atividades que antes faziam parte da rotina”, explica.
VEJA MAIS :
- Canetas emagrecedoras no SUS podem ter desconto de até 90%
- Imóvel barato na internet pode esconder um golpe; ENTENDA
- Oktoberfest Piracicaba une tradição alemã e identidade local
Causas físicas também devem ser investigadas
Nem todo cansaço persistente está relacionado apenas à saúde mental. Segundo a especialista, condições como anemia por deficiência de ferro, alterações da tireoide, deficiência de vitaminas D e B12, resistência à insulina, alimentação inadequada e sedentarismo podem estar associadas à fadiga.
Alterações hormonais também podem influenciar os níveis de energia. A síndrome dos ovários policísticos (SOP), o climatério e a menopausa estão entre as situações que podem interferir na disposição.
Sono nem sempre significa descanso
A quantidade de horas dormidas também não é o único fator a ser considerado. Mesmo após dormir sete ou oito horas, algumas pessoas podem acordar cansadas por não terem tido um sono reparador.
Sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, irritabilidade e necessidade frequente de café ou estimulantes para manter a disposição são alguns dos sinais que merecem atenção.
Roncos, despertares frequentes durante a noite e sensação de sufocamento também podem estar relacionados a distúrbios do sono, como a apneia.
Outros sinais de alerta

Além da exaustão persistente, sintomas como queda excessiva de cabelo, alterações menstruais, ganho ou perda de peso sem explicação, falta de ar, palpitações, tonturas frequentes e dores musculares persistentes também devem ser observados.
“Não devemos normalizar o cansaço crônico. Muitas vezes, o corpo está sinalizando que algo precisa ser cuidado”, afirma Monique.
Diante de sintomas persistentes, a avaliação médica pode ajudar a identificar a origem do problema e diferenciar os efeitos da sobrecarga emocional de possíveis condições físicas. Observar as mudanças no próprio corpo e buscar orientação profissional são medidas importantes para preservar a saúde e a qualidade de vida.