A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (21) o registro do Etcamah, medicamento oral à base de camizestranto para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. A autorização contempla casos específicos em que o tumor apresenta receptor de estrogênio positivo, é negativo para HER2 e desenvolveu mutação no gene ESR1 durante o tratamento hormonal.
O medicamento pertence a uma nova geração de terapias chamadas degradadores seletivos do receptor de estrogênio. Na prática, o camizestranto bloqueia o receptor de estrogênio e favorece sua degradação dentro das células tumorais. Como alguns tumores de mama dependem desse hormônio para crescer, a ação do medicamento busca reduzir a atividade relacionada ao estrogênio.

A indicação aprovada pela Anvisa é voltada a pacientes que tenham recebido terapia endócrina associada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses e que ainda não apresentem sinais de progressão radiológica e/ou clínica. A mutação no ESR1 é relevante nesse contexto porque pode estar associada à resistência ao tratamento hormonal, tornando a alteração molecular uma informação importante para a definição da estratégia terapêutica.
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Câncer de mama exige atenção aos sinais
O câncer de mama continua entre os principais problemas de saúde pública no país. Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença por ano no Brasil. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama feminina é o tipo mais incidente entre as mulheres brasileiras.
Entre os sinais que devem ser investigados estão nódulo endurecido ou que aumenta de tamanho, saída espontânea de líquido pelo mamilo, alterações no formato do mamilo, retração da pele, lesões que não melhoram e mudanças que deixam a pele da mama com aspecto semelhante a uma casca de laranja. Também podem surgir pequenos nódulos na região das axilas.
A presença desses sinais não significa, por si só, que exista câncer, mas indica a necessidade de avaliação profissional. A investigação pode envolver exame clínico e exames de imagem e, quando necessário, biópsia. A definição do tratamento depende do tipo e do estágio do tumor, além das características biológicas da doença e das condições de cada paciente.