Você provavelmente conhece mais de um Silva, Santos ou Oliveira. Em Piracicaba, esses estão entre os sobrenomes mais frequentes, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2022. O primeiro colocado na cidade, inclusive, também ocupa a liderança entre os sobrenomes mais comuns do Brasil.
Em Piracicaba, 41.136 pessoas têm Silva no nome. Na sequência aparecem Santos, com 25.901 moradores, e Oliveira, com 17.705. O levantamento considera os sobrenomes informados pelos moradores durante o Censo e permite consultar a frequência deles nos municípios brasileiros.
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Os dez sobrenomes que aparecem com maior frequência entre os moradores de Piracicaba são:
- Silva: 41.136 pessoas
- Santos: 25.901 pessoas
- Oliveira: 17.705 pessoas
- Souza: 13.074 pessoas
- Rodrigues: 9.385 pessoas
- Pereira: 8.609 pessoas
- Alves: 8.204 pessoas
- Ferreira: 7.548 pessoas
- Lima: 7.114 pessoas
- Almeida: 5.672 pessoas
O levantamento considera a frequência dos sobrenomes entre a população e não o número de famílias. Uma mesma pessoa pode ter mais de um sobrenome e, por isso, os números não devem ser somados para chegar ao total de moradores. O IBGE também não separa variações como “Silva” e “da Silva”: o termo considerado no levantamento é o sobrenome “Silva”.
O levantamento do IBGE também permite descobrir quais são os nomes mais frequentes entre os moradores de Piracicaba. Maria aparece em primeiro lugar, com 19.442 pessoas, seguida por José, com 8.530, e Ana, com 7.490. Na sequência estão João, com 6.410; Antonio, com 4.445; Pedro, com 3.530; Lucas, com 3.496; Julia, com 1.745; Juliana, com 1.638; e Laura, com 1.553.
Sobrenomes que também fazem parte da história

O sobrenome Santos, que aparece na segunda posição do ranking de Piracicaba, está presente na trajetória do artista visual Diógenes Moura Severo Santos, nascido na cidade. Sua relação com a arte começou ainda na infância, com desenhos e pinturas, e posteriormente ele passou a trabalhar também com grafite e outras linguagens das artes visuais.
Ao longo da carreira, Diógenes desenvolveu trabalhos ligados à cultura popular e à identidade afrocaipira de Piracicaba e região. Em 2025, ele apresentou a exposição “Nosso Afrocaipira Para Nosso Futuro”, no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes, reunindo trabalhos relacionados às suas referências culturais e à memória da comunidade negra. Sua trajetória também foi registrada pelo Museu da Pessoa, que reúne imagens e relatos sobre sua vida e carreira.

O sobrenome Pereira aparece na história política de Piracicaba na trajetória de Maria Benedita Pereira Penezzi, conhecida como Ditinha Penezzi. Nascida na cidade em 1917, ela começou a trabalhar ainda jovem como doméstica e posteriormente se tornou uma liderança comunitária.
Em 1955, Ditinha foi eleita vereadora e tomou posse em 1º de janeiro de 1956, tornando-se a primeira mulher eleita pelo voto direto a ocupar uma cadeira na Câmara de Piracicaba. Ela foi reeleita para outras três legislaturas e permaneceu no Legislativo por 17 anos, entre 1956 e 1972. Depois dos 50 anos, retomou os estudos e se formou em Direito, em 1975. A partir daí, passou a atuar como advogada, com trabalho voltado principalmente à defesa de pessoas sem recursos. Ditinha morreu em 1985, aos 67 anos. Em 2022, a Câmara de Piracicaba deu seu nome à tribuna do plenário.
Já o sobrenome Silva, que lidera o ranking da cidade, também aparece na trajetória de Torquato da Silva Leitão, médico que teve participação em diferentes áreas da vida pública de Piracicaba. Nascido em 1854, ele construiu carreira na cidade e ficou conhecido principalmente pela atuação na medicina.
Torquato participou da história da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba e também esteve ligado ao antigo hospício Barão de Serra Negra. Além da medicina, exerceu funções públicas e teve atuação relacionada à educação, sendo inspetor de instrução pública e juiz de paz. Sua trajetória mostra como sobrenomes presentes no cotidiano dos piracicabanos também podem ser encontrados em diferentes momentos da história da cidade, desde a política e a medicina até a produção artística.