CASO MARIA EDUARDA

Primeira audiência ouve testemunhas sobre morte em rope jump

Por Vitória Duarte | JP1 |
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Divulgação
Quatro testemunhas de acusação depuseram na primeira audiência do caso.
Quatro testemunhas de acusação depuseram na primeira audiência do caso.

A primeira audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorreu nesta quinta-feira (17), no Fórum de Limeira, na Região Metropolitana de Piracicaba. Quatro testemunhas de acusação prestaram depoimento durante a sessão, que começou às 12h30 e terminou por volta das 18h.

Maria Eduarda morreu em 13 de junho deste ano após ser lançada durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira. Segundo as investigações, a jovem teria sido lançada sem estar conectada às cordas de segurança.

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Nova audiência foi marcada

Uma segunda audiência de instrução foi marcada para a próxima quarta-feira (23). A sessão será destinada ao depoimento de outras testemunhas relacionadas ao processo.

Após a conclusão dessa etapa, os réus deverão ser ouvidos pela Justiça.

Quatro réus estão presos

Respondem ao processo Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Os três primeiros eram instrutores diretamente ligados à execução do salto, enquanto Evelyne foi apontada como organizadora do evento.

Os quatro estavam presos preventivamente e respondiam criminalmente por homicídio com dolo eventual qualificado. Evelyne também respondia por fraude processual.

MP apontou falhas na segurança

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, o órgão sustentou que os responsáveis pela execução do salto tinham conhecimento dos riscos envolvidos na atividade, mas não teriam adotado as cautelas necessárias para garantir a segurança da participante.

Entre os procedimentos citados pelo MP estavam a conferência da conexão da corda de segurança e a realização de uma dupla checagem dos equipamentos antes do salto.

Caso segue em fase de instrução

Os depoimentos das testemunhas fazem parte da fase de instrução do processo, etapa destinada à produção de provas. Após a oitiva das testemunhas e dos réus, a Justiça deverá analisar os elementos reunidos no processo e definir os próximos passos da ação.

Os acusados têm direito à defesa e à presunção de inocência.

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