JULGAMENTO

Justiça ouve réus pela morte de Maria Eduarda em Rope Jump

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Quatro réus são ouvidos nesta quinta-feira (17), em Limeira, no processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de Rope Jump.
Quatro réus são ouvidos nesta quinta-feira (17), em Limeira, no processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de Rope Jump.

A Justiça de Limeira realiza nesta quinta-feira (17) a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem morreu após ser lançada de uma ponte sem estar presa às cordas de segurança durante um salto de rope jump, em 13 de junho.

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Audiência ocorre no Fórum de Limeira

A audiência irá começar às 12h30 e reúne os quatro réus do processo, além de testemunhas e outros envolvidos no caso. Esta é uma das etapas da instrução processual, quando são produzidas provas antes de uma eventual decisão sobre o julgamento.

Ao final dessa fase, caberá ao juiz analisar se existem elementos para que os acusados sejam levados ao Tribunal do Júri.

Quatro pessoas são réus

Respondem ao processo Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves. Os três primeiros são apontados como instrutores ligados à execução do salto, enquanto Evelyne é apontada como organizadora do evento.

Todos estão presos preventivamente. Os três instrutores respondem por homicídio qualificado com dolo eventual. Evelyne responde por homicídio com dolo eventual e também por fraude processual.

Acusação aponta falhas de segurança

Segundo a denúncia do Ministério Público, os responsáveis pelo salto conheciam os riscos da atividade, mas não teriam adotado medidas necessárias de segurança. Entre as falhas apontadas estão a ausência de conferência da conexão da corda de segurança e da dupla checagem dos equipamentos.

O Ministério Público também afirma que o grupo atuava sem uma definição clara das funções e explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis.

Jovem caiu de cerca de 40 metros

Maria Eduarda participava de um evento de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. Ela foi lançada da estrutura sem estar conectada à corda de segurança e sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros.

A jovem morreu no local em decorrência dos ferimentos. O caso gerou investigação da Polícia Civil e, posteriormente, denúncia do Ministério Público contra quatro pessoas.

Decisão sobre júri ainda será tomada

A audiência desta quinta-feira faz parte da fase de instrução. Após a coleta dos depoimentos e demais provas, a Justiça deverá analisar se os réus serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

As acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo, e os réus têm direito à defesa e à presunção de inocência.

Rope Jump : O que é

O Rope Jump é uma modalidade que utiliza cordas de escalada e equipamentos específicos de ancoragem para a realização de saltos em grandes alturas. A prática vem ganhando espaço no Brasil e requer planejamento, treinamento e cuidados rigorosos com a segurança.

Apesar de também envolver saltos de altura, o Rope Jump funciona de maneira diferente do bungee jump. Enquanto o bungee utiliza uma corda elástica para desacelerar a queda e provocar o movimento de retorno, o Rope Jump emprega cordas de escalada e pontos de ancoragem que conduzem o praticante a uma trajetória pendular. Com isso, a queda inicial pode proporcionar uma sensação prolongada de voo livre antes da atuação do sistema de retenção.

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