ENSINO NO BRASIL

Brasil melhora desempenho escolar, mas segue abaixo da média

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Agência Brasil
Desempenho escolar brasileiro melhora ao longo dos anos, mas país ainda tem desafios pela frente.
Desempenho escolar brasileiro melhora ao longo dos anos, mas país ainda tem desafios pela frente.

O desempenho dos estudantes brasileiros melhorou no longo prazo em matemática, leitura e ciências, mas o país ainda permanece abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados fazem parte do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgado pela organização.

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O Brasil registrou 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Já a média de 23 países da OCDE foi de 466, 469 e 486 pontos, respectivamente. No caso da matemática, a diferença equivale a cerca de 4,6 anos de escolaridade.

Distância diminuiu

Apesar do desempenho atual, a distância entre o Brasil e a média da OCDE diminuiu na comparação entre 2006 e 2025. Em leitura, a diferença caiu de 102 para 58 pontos. Em matemática, passou de 131 para 92 pontos, enquanto em ciências foi de 113 para 77 pontos.

Especialistas, porém, destacam que a redução da distância não significa necessariamente um avanço expressivo na aprendizagem. Parte da aproximação ocorreu porque o desempenho brasileiro permaneceu relativamente estável enquanto a média da OCDE recuou nos últimos anos.

Em matemática, apenas 28% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência, considerado o mínimo na escala da avaliação. O levantamento também aponta uma parcela pequena de alunos nos níveis mais altos de desempenho.

Desigualdade também preocupa

O Pisa 2025 aponta ainda diferenças importantes relacionadas à condição socioeconômica dos estudantes. Em ciências, a distância de desempenho entre os 25% mais favorecidos e os 25% mais vulneráveis chega a 96 pontos, segundo os dados apresentados por especialistas à Agência Brasil.

A edição de 2025 avaliou cerca de 760 mil estudantes de 91 países. No Brasil, participaram 30.140 estudantes, principalmente matriculados na 1ª ou 2ª série do ensino médio.

Celular e tecnologia

O levantamento também analisou o uso de dispositivos digitais nas escolas. Em 2025, 81% dos estudantes brasileiros disseram frequentar instituições com restrições ao uso de celulares. Em 2022, esse percentual era de 37%.

Outro dado mostra que 46% dos estudantes brasileiros utilizam inteligência artificial semanalmente ou mais para estudar. O Pisa aponta, ainda, dificuldades crescentes relacionadas à leitura aprofundada, avaliação de informações e pensamento crítico.

Os resultados indicam que, apesar da melhora observada no longo prazo, o Brasil ainda enfrenta desafios para ampliar a aprendizagem e reduzir as desigualdades educacionais.

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