PERIGO

Golpistas procuram 'sósias' para enganar reconhecimento facial

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada com IA
Agora os criminosos procuram pessoas parecidas para aplicar golpes.
Agora os criminosos procuram pessoas parecidas para aplicar golpes.

 Seu rosto pode estar sendo usado como arma contra você — e o criminoso nem precisa ter seus dados em mãos.

Uma nova modalidade de fraude está chamando a atenção das empresas de segurança digital: o chamado “golpe do sósia”. 

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Em vez de escolher uma vítima específica e tentar roubar sua identidade, criminosos estão fazendo o caminho inverso: primeiro procuram alguém parecido com eles.

A estratégia usa ferramentas de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às do fraudador. Depois, os criminosos tentam obter documentos e dados dessa pessoa para aumentar as chances de enganar sistemas de validação biométrica usados em cadastros, abertura de contas e outros serviços.

  A diferença é justamente essa: o golpista não começa procurando uma identidade para roubar. Ele começa pelo próprio rosto e busca uma identidade que possa “combinar” com sua aparência.

A descoberta foi registrada pela Serasa Experian e incluída no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026.

Milhões de tentativas 

Os números mostram o tamanho do problema. Segundo a empresa, 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade foram bloqueadas apenas nos seis primeiros meses de 2026.

O volume representa um aumento de 32,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com a Serasa Experian, as tentativas barradas poderiam ter provocado um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões.

Cuidado com as fotos 

Especialistas alertam que uma selfie aparentemente inocente pode fornecer material para criminosos.

A recomendação é não publicar fotos de documentos nem selfies segurando documentos em redes sociais ou aplicativos de mensagens. Dados pessoais e biométricos devem ser fornecidos somente em plataformas oficiais.

E tem mais: o reconhecimento facial, sozinho, não é considerado suficiente para garantir uma identidade. Sistemas mais seguros combinam biometria com prova de vida, documentos, análise do aparelho, dados cadastrais e comportamento do usuário.

 Senhas fortes, autenticação em dois fatores e celular sempre atualizado também ajudam a dificultar a ação dos golpistas.

  Seu rosto virou uma das principais chaves para acessar serviços digitais. Por isso, protegê-lo também virou questão de segurança.

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