Aos 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva recebeu o reconhecimento oficial como a mulher mais velha do Brasil. Nascida em 10 de março de 1905, no Rio de Janeiro, ela teve a idade comprovada após uma investigação documental realizada pelo RankBrasil.
A comprovação da longevidade exigiu uma busca detalhada por registros oficiais. Parte dos documentos da idosa havia sido perdida durante uma enchente ocorrida em 1977, o que tornou o processo de confirmação da idade ainda mais complexo.
Entre os documentos utilizados estão a certidão de nascimento de Deolira, emitida pelo Ofício Único de Porciúncula (RJ), e registros relacionados ao benefício recebido do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Documentos foram fundamentais para comprovar a idade
De acordo com o RankBrasil, a confirmação de casos de longevidade segue critérios específicos e exige documentos capazes de comprovar tanto a idade quanto a existência atual da pessoa.
A auditora Cristina Cadari explicou que, no caso de Deolira, foram solicitados uma certidão de nascimento atualizada e o extrato mais recente do benefício do INSS como parte do processo de comprovação.
A documentação permitiu validar a data de nascimento registrada oficialmente, apesar da perda de parte dos documentos antigos.
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Deolira vive cercada pela família
A história da idosa também chama atenção pelo tamanho da família construída ao longo de mais de um século.
Deolira vive há aproximadamente cinco anos em Itaperuna (RJ), onde mora acompanhada de familiares. Ao todo, ela tem três filhos, 20 netos, 40 bisnetos e 37 tataranetos.
A trajetória da carioca atravessa diferentes períodos da história brasileira e reúne cinco gerações de descendentes.
Quem ocupava o título anteriormente?
Com a certificação, Deolira passa a ocupar o posto que anteriormente era atribuído a Maria Olívia da Silva.
Maria Olívia morreu em 2010, no Paraná, e tinha, segundo o registro utilizado para o reconhecimento anterior, 130 anos.
A nova certificação brasileira, entretanto, ainda poderá passar por uma etapa internacional.
Próximo objetivo é o Guinness
Após conquistar o reconhecimento nacional, a família pretende buscar a validação do Guinness World Records, organização internacional que reúne registros de feitos e marcas de longevidade.
Atualmente, a britânica Ethel Caterham, de 116 anos, aparece como a pessoa mais velha do mundo reconhecida pelo Guinness.
Caso a documentação seja aceita pela organização, a história de Deolira poderá ganhar reconhecimento internacional e entrar para uma disputa ainda mais ampla pelos recordes de longevidade.