O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que considera encerradas as cobranças relacionadas aos gastos do documentário Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, os esclarecimentos necessários sobre a produção já foram apresentados.
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Questionado por jornalistas sobre as cobranças feitas pelo PT, Flávio respondeu que o assunto já foi esclarecido. Ao lado do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o senador afirmou ter visto na imprensa informações sobre a prestação de contas do filme e disse que os responsáveis pela produção teriam apresentado os esclarecimentos necessários.
“Já aconteceu”, declarou. Na sequência, Flávio afirmou que, em sua avaliação, quem deveria prestar esclarecimentos atualmente é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Agora, quem tem que prestar conta é o Lula, não sou eu”, disse o senador.
Flávio também citou o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Augusto Lima ao fazer críticas ao governo federal. Segundo ele, Lula deveria explicar encontros e tratativas envolvendo o Banco Master e o Banco Central.
Financiamento do documentário
A discussão sobre o financiamento de Dark Horse ganhou repercussão após Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, afirmar que o banqueiro Daniel Vorcaro teria financiado mais de 90% dos recursos utilizados na produção do documentário.
Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o orçamento já realizado do filme estaria em aproximadamente US$ 13 milhões, o equivalente a cerca de R$ 65,7 milhões.
Flávio Bolsonaro afirmou que Vorcaro teria investido pouco mais de US$ 12 milhões na produção, o que corresponderia a cerca de 92% do orçamento informado.
O financiamento passou a ser alvo de questionamentos devido à ligação do banqueiro com o Banco Master e à proximidade do filme com integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mensagens de Mario Frias
Também vieram a público mensagens atribuídas ao deputado federal e produtor-executivo do filme, Mario Frias, enviadas a Vorcaro.
Em uma das mensagens, Frias agradece ao banqueiro pelo apoio à produção e afirma que o documentário teria potencial para impactar o público. Em outra conversa, enviada em dezembro de 2024, o deputado descreveu o projeto como um “grande milagre” e falou em “justiça divina”.
As mensagens foram reveladas pelo site Intercept Brasil.
Apesar das mensagens, Frias havia afirmado anteriormente que a produção não teria recebido “um único centavo” de Vorcaro.
O caso segue envolvendo questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados para a realização do documentário e sobre a relação entre os responsáveis pela produção e o banqueiro.