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Anvisa proíbe suplementos Newfit e SharkPro por irregularidades

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem gerada por IA
Anvisa proibiu suplementos das marcas Newfit e SharkPro após identificar substâncias não declaradas e falhas graves na fabricação.
Anvisa proibiu suplementos das marcas Newfit e SharkPro após identificar substâncias não declaradas e falhas graves na fabricação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, exportação, propaganda e uso de suplementos alimentares das marcas Newfit e SharkPro.

As medidas foram determinadas por meio de resoluções publicadas nesta segunda-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU), após decisões tomadas na sexta-feira (14).

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No caso da Newfit, uma análise realizada pelo Laboratório de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificou a presença de sibutramina, fluoxetina e furosemida no produto. Segundo a Anvisa, nenhuma dessas substâncias estava declarada na composição apresentada na embalagem.

O suplemento, de responsabilidade da empresa RBB Top New, informa no rótulo ingredientes como chlorella, spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e crômio. A presença de substâncias não declaradas foi considerada pela agência um indício de adulteração.

Diante da irregularidade, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de todos os lotes do produto. A medida inclui a fabricação, venda, distribuição, exportação, propaganda e uso.

Irregularidades na SharkPro

A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de todos os suplementos alimentares da marca SharkPro, pertencente à empresa RCA Labs.

A decisão ocorreu após uma inspeção sanitária realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Capivari (SP), que identificou falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação.

Entre os problemas encontrados estão a ausência de controle de qualidade das matérias-primas, armazenamento inadequado dos insumos, falta de registros de manutenção preventiva dos equipamentos e ausência de estudos de estabilidade dos suplementos.

A fiscalização também apontou que alguns produtos não estavam devidamente regularizados. Além disso, foram identificadas falhas na rotulagem, como ausência de informações sobre alergênicos em um dos produtos e falta de declaração sobre possível contaminação cruzada em outro.

A suspensão determinada pela Anvisa vale para todos os suplementos alimentares da SharkPro, independentemente do lote.

As medidas têm como objetivo retirar do mercado produtos que apresentem riscos ou estejam em desacordo com as normas sanitárias brasileiras.

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