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Defesa Civil coloca SP em alerta vermelho por calor extremo

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação: Paulo Pinto/Agência Brasil
Onda de calor extremo coloca regiões de SP em alerta vermelho, com temperaturas de até 40°C.
Onda de calor extremo coloca regiões de SP em alerta vermelho, com temperaturas de até 40°C.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo colocou em alerta vermelho os municípios das regiões Norte, Noroeste e Oeste devido a uma forte onda de calor que atinge o estado. O aviso é válido entre esta quinta-feira (13) e a próxima quarta-feira (19), período em que uma massa de ar quente e seco deve provocar temperaturas muito acima da média para o mês de agosto.

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Nas regiões de Presidente Prudente, Araçatuba, São José do Rio Preto, Barretos, Franca e Ribeirão Preto, os termômetros podem registrar temperaturas até 7°C acima da média climatológica, chegando a aproximadamente 40°C nos períodos mais quentes do dia.

Além do calor intenso, a atuação da massa de ar seco provoca redução significativa da umidade relativa do ar. No extremo norte do estado, os índices podem ficar abaixo de 30% durante os horários de maior temperatura, condição que exige atenção especial da população.

Interior concentra maior preocupação

O cenário mais crítico está concentrado no interior paulista. A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação ressecada aumenta o risco de incêndios florestais e queimadas acidentais ou provocadas.

A Defesa Civil orienta a população a não realizar queimadas para limpeza de terrenos e a evitar qualquer prática que possa provocar fogo em áreas de vegetação seca. Bitucas de cigarro também não devem ser descartadas em estradas, terrenos ou áreas rurais.

Em caso de identificação de fumaça ou princípio de incêndio, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193, ou a Defesa Civil, pelo 199.

Campinas e outras regiões também terão calor acima da média

Embora o alerta vermelho esteja concentrado principalmente nas regiões Norte, Noroeste e Oeste, outras áreas do estado também devem enfrentar temperaturas acima do normal.

Municípios das regiões de Marília, Bauru, Araraquara, Itapeva, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos e Grande São Paulo devem registrar temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média de agosto, com máximas de até 33°C no início da próxima semana.

Na Baixada Santista, Litoral Norte e região de Registro, os efeitos da onda de calor devem ser menores devido à influência da umidade vinda do oceano. Nessas áreas, as temperaturas podem ficar cerca de 3°C acima da média, com máximas previstas de aproximadamente 27°C.

Calor exige cuidados com a saúde

A combinação de calor extremo e baixa umidade pode provocar desconforto, desidratação e agravamento de problemas respiratórios. Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias estão entre os grupos que precisam de maior atenção.

Entre as principais recomendações estão:

  • Aumentar a ingestão de água ao longo do dia;
  • Evitar exposição prolongada ao sol, principalmente nos horários mais quentes;
  • Reduzir atividades físicas intensas durante os períodos de maior temperatura;
  • Manter os ambientes ventilados e, quando possível, utilizar métodos para aumentar a umidade do ar;
  • Procurar locais frescos em períodos de calor extremo;
  • Redobrar a atenção com crianças e idosos.

A baixa umidade também pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta e favorecer o agravamento de sintomas respiratórios.

Onda de calor ainda é monitorada pelo Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também monitora a possibilidade de uma onda de calor em partes do Brasil. O órgão explica que, para a confirmação do fenômeno, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos. Áreas do Sudeste, Centro-Oeste e outras regiões do país estão sob acompanhamento devido à previsão de temperaturas significativamente elevadas.

Apesar de o alerta da Defesa Civil paulista já estar em vigor, a intensidade do calor pode variar entre as regiões. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais e evitar atividades que aumentem o risco de incêndios durante o período de estiagem.

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