O Dia Internacional dos Canhotos é celebrado em 13 de agosto e busca dar visibilidade às pessoas que utilizam predominantemente a mão esquerda. A data foi criada em 1992 pelo Left-Handers Club, organização que passou a promover ações de conscientização sobre as particularidades e os desafios enfrentados pelos canhotos.
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A iniciativa também procura chamar atenção para a necessidade de adaptação de produtos, espaços e atividades que, muitas vezes, são projetados pensando principalmente em pessoas destras.
Desafios estão presentes no cotidiano
Embora ser canhoto seja uma característica natural, algumas situações comuns podem exigir adaptações. Tesouras, carteiras escolares, ferramentas, instrumentos musicais e determinados equipamentos podem ser mais difíceis de utilizar quando foram desenvolvidos para pessoas destras.
Em ambientes educacionais e profissionais, pequenas mudanças podem facilitar a rotina. A disponibilidade de materiais adequados e a possibilidade de escolher a forma mais confortável de realizar uma atividade são exemplos de medidas que contribuem para a inclusão.
Outro ponto é evitar que crianças canhotas sejam pressionadas a mudar sua preferência manual. O uso da mão esquerda faz parte da diversidade humana e não deve ser tratado como um problema que precisa ser corrigido.
Mais visibilidade e igualdade
Além de destacar dificuldades práticas, a data tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a diversidade e combater estereótipos relacionados aos canhotos.
A proposta do Dia Internacional dos Canhotos é lembrar que igualdade também envolve considerar diferentes necessidades na criação de produtos, serviços, ambientes de estudo e locais de trabalho.
A adaptação, em muitos casos, pode ser simples, mas representa uma diferença significativa para quem utiliza a mão esquerda como dominante.
Uma data de conscientização
Mais do que uma celebração, o 13 de agosto serve como oportunidade para discutir acessibilidade, respeito às diferenças e inclusão.
A mensagem central da data é que a sociedade pode ser planejada de maneira mais abrangente quando considera diferentes características e necessidades. Para os canhotos, isso significa ter liberdade para realizar atividades cotidianas sem que sua preferência manual seja vista como uma limitação.
Fátima Bernardes está entre as personalidades canhotas
Entre os brasileiros conhecidos por serem canhotos está a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes. Ela utiliza a mão esquerda para escrever e é um exemplo de que a preferência manual faz parte da diversidade presente no dia a dia. A presença de pessoas canhotas em diferentes áreas também ajuda a ampliar a visibilidade sobre a necessidade de adaptar objetos, ambientes e ferramentas para diferentes perfis.

A advogada Cristina Ferraz, que também é canhota, compartilha sua experiência e fala sobre as particularidades de usar a mão esquerda no dia a dia. Segundo ela:
"Ser canhoto é ter que se adaptar ao mundo do destro. Houve um tempo em que ser canhoto era ser diferente, hoje evoluímos e o mundo está adaptado para nós. No final, todos nós nos adaptamos, porquê onde há respeito, ser diferente é apenas um detalhe", destacou ela.
