Após questionamentos da equipe do Jornal de Piracicaba, a Prefeitura divulgou um balanço sobre a prevenção da raiva no município e informou que 327 moradores receberam atendimento antirrábico entre janeiro e julho de 2026. A administração também destacou que 821 cães e gatos foram vacinados no primeiro semestre e reforçou que qualquer acidente envolvendo cães, gatos ou morcegos deve ser avaliado imediatamente por uma unidade de saúde.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, entre 1º de janeiro e 13 de julho de 2026, foram registrados 327 atendimentos antirrábicos em moradores de Piracicaba, todos relacionados à aplicação da vacina em pessoas expostas ao risco de contaminação.
A pasta informou que a vacinação antirrábica para humanos é realizada na UPA Vila Rezende, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para cada tipo de ocorrência.
Quando é preciso procurar atendimento
A Prefeitura orienta que pessoas envolvidas em acidentes com cães, gatos ou morcegos procurem atendimento médico o mais rápido possível.
Entre as situações que exigem avaliação estão:
- mordidas;
- arranhões;
- lambeduras em ferimentos ou mucosas;
- contatos indiretos com animais suspeitos.
A Secretaria de Saúde ressalta que a raiva é uma zoonose causada por vírus e considerada praticamente 100% fatal após o aparecimento dos sintomas, tornando o atendimento imediato fundamental.
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Mais de 800 animais foram vacinados
A Prefeitura também informou que o Centro de Controle de Zoonoses vacinou 821 cães e gatos entre os meses de janeiro e junho deste ano.
A ação faz parte das estratégias permanentes de prevenção da doença e de controle da circulação do vírus entre os animais.
Vírus da raiva está associado aos morcegos
Ainda segundo a resposta enviada ao Jornal de Piracicaba, o estado de São Paulo não registra a circulação das variantes do vírus da raiva transmitidas por cães há mais de 20 anos.
Atualmente, as variantes identificadas no estado estão relacionadas principalmente aos morcegos, motivo pelo qual qualquer contato com esses animais também exige avaliação médica.
A Secretaria reforçou que a vacinação dos animais, a procura imediata por atendimento após acidentes e o cumprimento dos protocolos do Ministério da Saúde continuam sendo as principais medidas para prevenir casos da doença.