INVESTIGAÇÃO

STF cobra explicações sobre supersalários em sete tribunais

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/direito.usp.br
A medida mira os chamados 'penduricalhos' — verbas indenizatórias e adicionais que, somados aos salários, podem elevar significativamente a remuneração de magistrados.
A medida mira os chamados 'penduricalhos' — verbas indenizatórias e adicionais que, somados aos salários, podem elevar significativamente a remuneração de magistrados.

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que sete Tribunais de Justiça apresentem, no prazo de 48 horas, informações detalhadas sobre pagamentos que podem ter ultrapassado o teto constitucional do funcionalismo público. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (6) pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

A medida mira os chamados "penduricalhos" — verbas indenizatórias e adicionais que, somados aos salários, podem elevar significativamente a remuneração de magistrados.

Tribunais terão de detalhar pagamentos

Os presidentes dos Tribunais de Justiça do Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia foram intimados a prestar esclarecimentos ao STF.

As cortes deverão informar os valores pagos a magistrados da ativa, aposentados e pensionistas entre os meses de abril e julho de 2026. A determinação também exige a apresentação individualizada das verbas remuneratórias e indenizatórias, além das respectivas folhas de pagamento.


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Descumprimento pode gerar afastamento

Nos despachos, Alexandre de Moraes e Flávio Dino alertam que o não cumprimento da ordem judicial poderá resultar no afastamento imediato dos dirigentes dos tribunais.

Além da perda do cargo de direção, os responsáveis também poderão responder nas esferas penal, civil e administrativa pelo eventual descumprimento da decisão.

Decisão ocorreu após denúncia sobre "penduricalhos"

A determinação do Supremo foi motivada por uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, que apontou possíveis pagamentos acima do limite permitido pela Constituição em diversos tribunais estaduais.

Segundo a publicação, alguns magistrados teriam recebido remunerações que chegaram a aproximadamente R$ 495 mil após a soma de salários e verbas classificadas como indenizatórias.

STF quer verificar cumprimento de decisão anterior

Os ministros buscam confirmar se os tribunais estão respeitando o entendimento firmado pelo próprio STF em julgamento realizado em março deste ano, quando a Corte definiu regras mais rígidas para limitar o pagamento de benefícios que extrapolem o teto constitucional.

Com os dados em mãos, o Supremo deverá analisar se houve descumprimento da decisão e se será necessária a adoção de novas medidas em relação aos pagamentos efetuados pelas cortes estaduais.

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