O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que poderá retomar ataques militares caso o país descumpra os termos do acordo negociado para encerrar a recente crise no Oriente Médio.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (17), durante compromissos em Evian, na França, apenas dois dias antes da cerimônia oficial de assinatura do entendimento entre Washington e Teerã, marcada para ocorrer na Suíça. O acordo vem sendo tratado por líderes internacionais como uma oportunidade para reduzir tensões e impedir o avanço do programa nuclear iraniano.
Trump endurece discurso sobre o Irã
Durante encontro com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, Trump afirmou que o entendimento firmado ainda é um protocolo e advertiu que os Estados Unidos poderão voltar a realizar ataques caso o governo iraniano não cumpra os compromissos assumidos.
As declarações chamaram atenção por ocorrerem justamente em um momento de celebração diplomática entre as potências envolvidas na negociação, que buscam consolidar uma trégua duradoura na região.
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“Eu sou o chefe”, diz presidente americano
Além das falas sobre o Irã, Trump também protagonizou um momento descontraído durante a reunião do G7 realizada em Evian. Ao chegar por último para uma das sessões de trabalho, o líder norte-americano brincou com os demais chefes de Estado ao declarar, em inglês, que era "o chefe".
A frase provocou risos entre os participantes e abriu espaço para uma breve interação com o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro.
Na ocasião, líderes das maiores economias do mundo discutiam estratégias para impulsionar o crescimento econômico global e enfrentar desafios internacionais.
G7 elogia acordo negociado pelos EUA
Apesar do histórico de divergências de Trump com fóruns multilaterais, desta vez o presidente americano adotou uma postura mais conciliadora durante a cúpula.
Os líderes do grupo aprovaram uma declaração conjunta que reforça a necessidade de ampliar a pressão sobre a Rússia e também destaca o acordo firmado entre Estados Unidos e Irã. O texto ressalta o papel exercido pela Casa Branca na condução das negociações.
Durante o evento, o chanceler alemão, Friedrich Merz, presenteou Trump com uma camisa da seleção alemã personalizada com o número 47, em referência ao atual mandato presidencial.
Jantar em Versalhes encerra agenda na França
A agenda do presidente americano na França deve ser encerrada com um jantar especial a convite de Macron no histórico Palácio de Versalhes.
O convite foi aceito por Trump, que demonstrou entusiasmo com o local e elogiou a grandiosidade do palácio, um dos principais símbolos da monarquia francesa e do patrimônio histórico europeu.