A seleção do Irã está no centro de uma série de controvérsias envolvendo política internacional, segurança e a realização do torneio. O governo iraniano afirmou ter comunicado à Fifa que a equipe poderá deixar o campo caso ocorram manifestações políticas contra a República Islâmica durante as partidas.
A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que afirmou que a posição foi apresentada formalmente à entidade responsável pela organização da Copa.
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Segundo o ministro, a delegação considera inaceitável a utilização dos jogos como palco para protestos políticos. O governo iraniano também pediu à Fifa que apenas a bandeira oficial do país seja permitida nos estádios durante as partidas da seleção.
Declarações de Trump aumentam tensão
O clima ficou ainda mais delicado após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas na quinta-feira (11). Em publicação na rede Truth Social, o líder americano afirmou que os Estados Unidos poderão agir com força contra o Irã e mencionou instalações ligadas ao setor petrolífero iraniano.
As declarações ocorreram justamente no dia da abertura da Copa do Mundo, organizada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.
Entrada da seleção nos EUA foi autorizada
Apesar das tensões diplomáticas, autoridades americanas confirmaram que a seleção iraniana poderá entrar normalmente nos Estados Unidos para disputar seus compromissos pela competição.
A equipe deverá viajar de Tijuana, no México, para Los Angeles na véspera da partida contra a Nova Zelândia, marcada para 15 de junho. A confirmação encerrou especulações sobre possíveis restrições de entrada relacionadas às políticas migratórias adotadas pelo governo americano.
Nos últimos dias, surgiram rumores de que a delegação seria obrigada a entrar e sair do país no mesmo dia da partida, hipótese que acabou descartada pelas autoridades.
Vistos e segurança seguem sob análise
O diretor executivo da equipe de gerenciamento de crises da Fifa na Casa Branca, Andrew Giuliani, afirmou que a seleção terá condições de competir normalmente no torneio. No entanto, indicou que integrantes ligados ao governo iraniano ou a instituições consideradas sensíveis pelas autoridades americanas poderão enfrentar dificuldades para obter vistos.
Segundo ele, a posição busca conciliar a realização da competição com as exigências de segurança nacional adotadas pelos Estados Unidos.
Outras polêmicas envolvem delegação iraniana
As discussões sobre a participação do Irã na Copa ganharam força nas últimas semanas. Além das dúvidas sobre vistos, a federação iraniana questionou a disponibilidade de ingressos para seus torcedores.
Jogadores da seleção também chamaram atenção ao desembarcarem no México usando broches com o número 168, gesto interpretado por observadores como uma possível referência ao cenário político do país.
As controvérsias se somam a outros episódios relacionados à segurança do Mundial. Entre eles está o caso do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada nos Estados Unidos negada e acabou ficando fora da competição.