Localizado em Engenheiro Coelho, no interior paulista, o Museu de Arqueologia Bíblica (MAB) se consolidou como uma das principais atrações culturais do segmento religioso no continente. Considerado o único museu de arqueologia bíblica da América do Sul, o espaço reúne mais de três mil peças relacionadas à história do Oriente Médio, civilizações antigas e contextos descritos nas Escrituras.
Segundo a instituição, cerca de 80% do acervo é formado por artefatos originais, enquanto o restante é composto por réplicas utilizadas para complementar a experiência educativa e contextualizar aspectos históricos do mundo antigo.
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Acervo reúne relíquias raras e reproduções históricas
Entre os itens que mais despertam a atenção dos visitantes está uma representação do piso do Templo de Jerusalém da época de Jesus. A reprodução foi desenvolvida a partir de pesquisas arqueológicas e possui apenas duas versões conhecidas: a original, preservada em Israel, e a instalada no museu paulista.
Outro destaque é uma Bíblia impressa na França em 1528, escrita em latim e considerada uma das mais antigas edições impressas disponíveis no acervo.
O espaço também abriga uma réplica do Código de Hamurábi, reconhecido como um dos conjuntos de leis mais antigos da humanidade, além de reproduções em tamanho real do sarcófago de Tutancâmon e da múmia do faraó Ramsés II.
Maquete de Jerusalém proporciona experiência imersiva
Uma das áreas mais visitadas do museu é a maquete detalhada de Jerusalém nos tempos de Cristo. A estrutura permite visualizar construções históricas e compreender melhor os cenários descritos nos textos bíblicos.
De acordo com os responsáveis pelo espaço, a representação ajuda os visitantes a entenderem trajetos e locais citados nas narrativas religiosas, proporcionando uma experiência educativa e interativa.
Jardim reproduz ambiente da antiguidade
A experiência continua na área externa do museu, onde foi criado um jardim temático inspirado na geografia e na vegetação da região bíblica.
O local reúne espécies frequentemente mencionadas nos textos sagrados, incluindo videiras, acácias e uma oliveira centenária com quase 300 anos de idade.
História começou com doação de arqueólogo
O museu teve origem a partir da coleção particular do arqueólogo Paulo Borch, ex-aluno do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp).
Após participar de escavações arqueológicas em países como Israel, Jordânia e Egito, Borch decidiu doar parte do material reunido ao longo de suas pesquisas para a instituição de ensino.
A primeira versão do museu foi inaugurada em 2000, em um espaço cedido pela biblioteca universitária. Já a estrutura atual, mais ampla e moderna, foi aberta ao público em 2023.
Visitas guiadas e entrada gratuita às quartas-feiras
Os visitantes podem obter informações e realizar agendamentos por meio do site oficial do museu, clicando aqui. Às quartas-feiras, a entrada é gratuita e não exige reserva antecipada, permitindo que o público tenha acesso ao acervo de forma livre.
Existe a opção de visita guiada e autônoma sem o acompanhamento de guia, mas os monitores ficam sempre atentos em caso de dúvida, orientações sobre as curiosidades e informações do museu.
O museu fica aberto ao público de quarta, quinta, sexta-feira e domingo. Às segundas, terças-feiras e aos sábados, o espaço não funciona.
O valor do ingresso é $40, mas há a opção de meia entrada para estudantes e demais públicos com esse direito.