ALEGRIA NO HOSPITAL

Eles não são médicos, mas ajudam pacientes a sorrir

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Gabriela Lima
Equipe estava na segunda-feira no dia da reportagem
Equipe estava na segunda-feira no dia da reportagem


Um gesto simples, mas capaz de transformar a rotina hospitalar: o riso. É com essa proposta que o projeto Plantadores da Alegria atua há cerca de duas décadas em Piracicaba, levando leveza e acolhimento a pacientes internados e participando também de ações de lazer e inclusão na cidade. O grupo realiza visitas em hospitais como a Santa Casa de Piracicaba e o Hospital dos Fornecedores de Cana (HFC), além de marcar presença em eventos comunitários.

Voluntariado aberto a diferentes profissões


Em entrevista ao JP, as voluntárias Rebeca Cruz Feitosa, a Dra. Cross, e Mariana Bergamaso, a Dra. Damaskinha, explicaram como funciona a dinâmica do projeto, formado por pessoas de diferentes áreas profissionais — e reforçaram que não é necessário ser da área da saúde para participar.
Rebeca atua na área administrativa e financeira, enquanto Mariana trabalha com laboratórios, mostrando que o projeto é aberto a qualquer pessoa interessada em doar tempo e atenção ao próximo, Mariana está há 15 anos e Rebeca está há 9 anos.

Rotina de visitas nos hospitais


“A gente vem toda segunda-feira no HFC, a partir das seis e meia mais ou menos. E a gente passa em várias alas aqui fazendo visita mesmo, brincando, conversando com o pessoal, entregando presente...", relatou a Dra. Damaskinha (Mariana).

"Distraindo um pouquinho as pessoas que estão aqui por não quererem estar.”, completou a Dra Cross (Rebeca).

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Segundo elas, o grupo funciona toda segunda-feira, das 18h30 às 19h45 em sistema de revezamento, o que permite que os voluntários se alternem nas visitas e mantenham a atuação contínua ao longo dos anos. Geralmente vão em seis ao todo e cada dupla visita um quarto de cada ala.

Como são as visitas?

Durante as visitas, os voluntários utilizam recursos simples para criar momentos de descontração e aliviar o ambiente hospitalar.
“Nosso bolso é cheio (do jaleco). Dá para fazer escultura de balão, tem os carrinhos...” contou a Dra. Damaskinha, além dos presentes, os palhaços fazem piadas leves para descontrair os pacientes e seus acompanhantes.

A proposta é atender pessoas de todas as idades, oferecendo uma pausa emocional em meio ao tratamento, porém a Dra. Cross relata  que não há um aprofundamento no caso de cada paciente:
“O nosso trabalho é mais trazer alegria. A gente não se aprofunda do que a pessoa tem, a doença que ela tem.”

Duas décadas de história


Com duas décadas já, o projeto foi criado a partir de estudantes universitários da Esalq, e hoje o Plantadores da Alegria se consolidou como uma iniciativa de humanização hospitalar, reunindo voluntários de diferentes perfis.

Atualmente, entre os integrantes, além das Dra's Damaskinha e Cross estão :

  • Dra. Bitokinha (Karina Bento)
  • Dr. Paçoca (José de Carvalho Carneiro)
  • Dr. Poste (Eliezer Dias Ramos)
  • Dra. Maroca (Maria Rubia Dal Sasso Veronez Bianchini)
  • Dra. Filó (Juliana Rossi Campello)
  • Dra Garrafinha (Amanda Siqueira Ramos)
  • Dra. Tropeço (Barbarah Calderan Martin)
  • Dr. Ligeirinho (Paulo César Ferreira do Brito)
  • Dra. Bruneca (Bruna Agostini Sgrinero)
  • Dr. Fanta (Edson Fantazia)

Como participar do projeto


Interessados em integrar o projeto podem se inscrever por meio deste formulário online. E mais informações estão disponíveis no Instagram: @plantadoresdaalegria.

A iniciativa reforça a importância da humanização nos serviços de saúde e mostra como pequenos gestos podem fazer grande diferença na experiência de pacientes e familiares, conforme a Dra. Cross  também ressalta:
“É uma via de mão dupla. A gente oferece, tenta tirar esse peso de estar no hospital e a gente ganha por saber se conseguiu fazer alguma coisa nem que seja mínima.”

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