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Revolta: mãe cobra melhor atendimento para filho em Piracicaba

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Alyson Amaral
Daniela e seu filho
Daniela e seu filho

Uma moradora e líder comunitária de Piracicaba, Daniela Aparecida Franco, conhecida como Dani do Dacinho, expôs as dificuldades enfrentadas para garantir atendimento adequado ao filho, de 19 anos, diagnosticado com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

Relato da família

Segundo Daniela, o jovem iniciou acompanhamento em escolas especiais ainda nos primeiros meses de vida e, durante a infância, teve acesso a suporte educacional e terapêutico. No entanto, com o passar dos anos e após mudança do bairro Vila Cristina para o Vila Sônia, ela afirma que o atendimento foi reduzido.

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Atualmente, ele frequenta ao chamado Centro dia da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) , que oferece oficinas e atividades durante o dia para os assistidos, promovendo desenvolvimento social, motor e convivência.

No local são realizadas atividades como capoeira, dança e arteterapia, além de atividades pedagógicas e de convivência, com acompanhamento de profissionais da instituição.

A coordenadora do Centro Dia, Flaviana Aparecida Pinto, acompanha as atividades desenvolvidas com os assistidos nos períodos da manhã e da tarde.

 Mas, de acordo com a mãe, o tempo de permanência é menor do que o esperado. O atendimento era para ser cinco dias na semana das 7h à 15h30, mas o filho fica somente das 7h às 10h30 três dias por semana.

“Eu gostaria que ele tivesse o atendimento completo, porque ele precisa das terapias para se desenvolver melhor”, relatou.

Posicionamento da instituição

A coordenadora do Centro Dia, Flaviana Aparecida Pinto, explicou que o atendimento segue critérios técnicos e disponibilidade de vagas. Segundo ela:

“O horário dele e das 7h às 11h para as atividades do Centro Dia. O Centro Dia período integral é somente para casos vulneráveis que não é o caso dela. São casos de violência, abandono, casos que chegam pelo ministério público pela rede socioassistencial. Na avaliação conversamos com ela sobre os dias. Seriam 3x por semana com possibilidade de aumentar pra 5x. Ele é autista e estamos no processo de adaptação. Infelizmente não tenho vaga para o período da tarde e sim de manhã no momento. Explicamos para ela: assim que surgisse uma vaga eu passaria ele para o período da tarde. O Centro Dia não é escola não é obrigatório todos os dias. Nós avaliamos com a equipe multidisciplinar o que é melhor para o atendido."

Debate sobre atendimento especializado

O caso levanta discussões sobre a oferta e organização dos serviços voltados a pessoas com deficiência no município. Enquanto a família busca ampliação do atendimento, a instituição reforça que o acompanhamento é definido conforme avaliação técnica e capacidade de atendimento.

Acompanhamento do caso

A situação segue em acompanhamento, e a expectativa da família é por ampliação da carga horária e continuidade do suporte ao jovem para que a mãe possa trabalhar fora ele possa se desenvolver.

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