ACOLHIMENTO

Onde procurar atendimento para autismo em Piracicaba?

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Prefeitura de Piracicaba
Atendimento no Centro de Reabilitação de Piracicaba
Atendimento no Centro de Reabilitação de Piracicaba

Quem procura diagnóstico e tratamento para autismo em Piracicaba encontra opções tanto na rede pública quanto em clínicas particulares especializadas. A demanda por atendimento para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem crescido nos últimos anos, e muitas famílias enfrentam desafios para conseguir acompanhamento terapêutico e desenvolvimento adequado. Saiba onde encontrar tratamento para autismo em Piracicaba e quais serviços estão disponíveis no município.

A moradora de Saltinho, Daiane Floriano, vive essa realidade diariamente. Mãe de trigêmeas, ela se desloca todos os dias até Piracicaba para levar as filhas ao tratamento. Duas das três meninas, de quatro anos e meio, foram diagnosticadas com autismo e realizam acompanhamento terapêutico contínuo.

Rotina de mãe inclui viagens diárias para tratamento

Antes de encontrar atendimento adequado, Daiane enfrentou dificuldades de acolhimento e acesso a serviços especializados em sua cidade. Foi a partir dessa necessidade que ela passou a buscar atendimento em Piracicaba, onde encontrou suporte no IAP (Instituto de Autistas de Piracicaba). A rotina da família precisou ser reorganizada para garantir o acompanhamento das crianças, e o tratamento tem contribuído para o desenvolvimento e evolução das meninas ao longo dos últimos anos.

Clínica particular atende crianças, jovens e adultos

O IAP Instituto de Autistas de Piracicaba é uma clínica particular especializada no atendimento de pessoas dentro do espectro autista. O local foi fundado pela terapeuta e diretora Eliana Saliba, que decidiu criar o espaço após enfrentar dificuldades ao buscar atendimento para o próprio filho, diagnosticado com autismo. A falta de acolhimento e de serviços especializados na época motivou a criação do instituto.

Hoje, o local atende desde crianças até adultos e conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais como terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e psicomotricistas. O espaço também possui ambientes sensoriais, utilizados para auxiliar na regulação emocional e comportamental dos pacientes. A proposta é oferecer um ambiente acolhedor, que funcione como uma extensão da casa das famílias atendidas, proporcionando conforto e segurança durante as terapias.

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Rede pública oferece atendimento especializado

Na rede pública, o município também possui serviços voltados ao atendimento de pessoas com autismo. O Centro de Reabilitação de Piracicaba atende crianças de 0 a 6 anos, principalmente na fase da primeira infância, oferecendo acompanhamento terapêutico e estímulos para o desenvolvimento motor, cognitivo e social.

Já o Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil atende crianças e adolescentes com TEA na faixa etária de 5 a 18 anos, com acompanhamento especializado na área de saúde mental. O serviço funciona como porta aberta, ou seja, não é necessário encaminhamento médico para buscar atendimento.

No Caps Infanto Juvenil são realizadas atividades terapêuticas, oficinas, jogos, acompanhamento familiar, visitas domiciliares, grupos terapêuticos e ações em conjunto com a rede de educação, buscando promover autonomia e inclusão social dos pacientes. Vinculado ao serviço também está o Programa de Equoterapia, que disponibiliza cerca de 20 vagas por mês para crianças e adultos. A prática utiliza o cavalo como instrumento terapêutico e auxilia no desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional.

Aumento de diagnósticos e desafios no atendimento

De acordo com a coordenação de Saúde Mental do município, foi observada uma estimativa de aumento na demanda por diagnósticos de TEA entre os anos de 2024 e 2025. Especialistas não têm consenso sobre as causas desse crescimento, mas entre as hipóteses estão a maior conscientização das famílias, ampliação dos critérios diagnósticos, melhora na capacitação profissional e também fatores genéticos e epigenéticos, que podem influenciar na manifestação do transtorno. A hipótese de aumento real na prevalência ainda é debatida pela comunidade científica.

Apesar da estrutura de atendimento existente, o município ainda enfrenta desafios importantes, como a necessidade de ampliar o número de vagas, reduzir o tempo de espera para avaliação e diagnóstico e investir na formação continuada dos profissionais da rede.

Para Daiane Floriano, o acesso ao tratamento faz toda a diferença no desenvolvimento das crianças. Como mãe, ela afirma que espera que todas as crianças com autismo tenham acesso ao atendimento necessário para se desenvolverem, aprenderem e terem mais qualidade de vida.

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