O envelhecimento de cães e gatos não acontece da mesma forma para todos, e entender quando o pet entra na terceira idade é fundamental para garantir mais saúde e qualidade de vida. Enquanto nos cães esse processo está diretamente ligado ao porte e à raça, nos gatos há um padrão mais uniforme para definir o início da fase sênior.
De acordo com orientações compartilhadas pela veterinária Maria Vetican, o primeiro passo é observar o porte do animal. Em cães de pequeno porte, com até 10 kg, a velhice costuma começar entre os 10 e 11 anos. Já nos cães de porte médio, entre 10 e 25 kg, essa fase chega por volta dos 8 ou 9 anos. Animais maiores, com peso entre 25 e 45 kg, são considerados idosos entre os 7 e 8 anos. No caso das raças gigantes, o envelhecimento ocorre mais cedo, podendo começar a partir dos 6 anos de idade.
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Para os gatos, o cenário é mais estável. Independentemente da raça, eles passam a ser considerados idosos entre os 9 e 10 anos. A partir dessa idade, é comum que apresentem mudanças no comportamento, redução da energia e maior sensibilidade no dia a dia.
Essas alterações são sinais naturais do envelhecimento, mas exigem atenção dos tutores. Mudanças no apetite, no sono, na disposição ou até no humor podem indicar que o animal precisa de acompanhamento mais próximo. Nessa fase, as consultas veterinárias devem se tornar mais frequentes, assim como os cuidados com a alimentação.
O objetivo principal é prevenir e identificar precocemente doenças crônicas ou degenerativas, comuns em animais idosos. Além disso, adaptar o ambiente — com espaços mais confortáveis, acessíveis e seguros — contribui diretamente para o bem-estar do pet.
Garantir uma transição alimentar adequada e respeitar os limites do animal também são atitudes essenciais. Com os cuidados certos, cães e gatos podem envelhecer de forma saudável, mantendo qualidade de vida mesmo na fase mais avançada.