A saída temporária da Páscoa começou na última segunda-feira (17) e colocou mais de 31 mil detentos do regime semiaberto nas ruas em todo o Brasil, incluindo cidades como Piracicaba. O benefício está previsto na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que regula o cumprimento de penas no país. O retorno dos presos está previsto para 23 de março.
Conhecida popularmente como “saidinha”, a medida volta a gerar debate sobre segurança pública.
Quem pode sair na saidinha
A autorização é concedida pela Justiça de forma individual e atende presos do regime semiaberto que cumprem requisitos como bom comportamento e parte da pena já executada.
Mesmo com mudanças recentes na legislação, muitos detentos continuam tendo direito ao benefício. Isso acontece porque a nova lei, mais rígida, não pode ser aplicada retroativamente a condenações anteriores.
Nova lei impõe restrições
As regras atuais passaram a limitar a saída temporária, priorizando casos ligados a estudo e atividades profissionalizantes. Também foram ampliadas as restrições para crimes considerados graves.
Condenados por delitos com violência ou grave ameaça, como homicídio, estupro e latrocínio, não têm direito ao benefício.
Índices e preocupação com retorno
Historicamente, a saída temporária envolve milhares de detentos em todo o país. Parte deles, no entanto, não retorna às unidades prisionais dentro do prazo estipulado, o que contribui para a preocupação das autoridades.
O tema segue como um dos pontos mais sensíveis no debate sobre o sistema prisional brasileiro.
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Durante o período, autoridades e mensagens que circulam nas redes sociais reforçam a importância de adotar medidas preventivas. A orientação é redobrar a atenção no dia a dia, especialmente na entrada e saída de residências, evitar ruas desertas e deslocamentos em horários noturnos, além de manter atenção constante a qualquer movimentação suspeita.
Também é recomendado reforçar a segurança de imóveis e, diante de qualquer situação de risco ou comportamento estranho, acionar imediatamente a polícia. A principal orientação é priorizar a proteção pessoal e da família.