O casal de Piracicaba Rodrigo Pompermayer de Pádua e Juliana Miranda de Pádua vive dias de incerteza em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após ter o voo de retorno ao Brasil cancelado em meio ao aumento das tensões militares no Oriente Médio. Sem previsão clara de embarque, os dois relatam aumento nos gastos com hospedagem e alimentação enquanto aguardam uma solução para voltar ao país.
A viagem, que deveria durar cerca de dez dias, já ultrapassou duas semanas. O retorno estava marcado para 28 de fevereiro, mas acabou suspenso após mudanças nas operações aéreas na região.
Escalada militar impacta voos no Golfo
A situação se agravou após a intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Ataques contra alvos iranianos provocaram retaliações com drones e mísseis direcionados a posições ligadas aos americanos no Golfo.
Embora os Emirados Árabes Unidos não participem diretamente do confronto, o aumento da tensão levou companhias aéreas a revisar rotas e cancelar voos por motivos de segurança, afetando passageiros que utilizariam hubs importantes da região, como Dubai e Doha.
Viagem terminou em imprevisto no aeroporto
Rodrigo e Juliana chegaram a Dubai no dia 18 de fevereiro para passar férias. Durante a viagem, embarcaram em um cruzeiro pela companhia Celestyal entre os dias 21 e 28, passando por cidades como Doha, no Catar, Khasab, em Omã, e Abu Dhabi.

Segundo o casal, tudo ocorreu normalmente até o dia do retorno.
No dia 28 de fevereiro, eles chegaram ao Aeroporto Internacional de Dubai por volta das 17h30 para embarcar em um voo das 22h25 com destino a São Paulo, com escala em Doha. A passagem havia sido comprada pela companhia aérea Qatar Airways.
No entanto, o voo foi cancelado. Desde então, duas remarcações chegaram a ser feitas, mas também acabaram suspensas posteriormente.
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Falta de resposta da companhia aérea
De acordo com Rodrigo Pompermayer de Pádua, o casal enfrenta dificuldades para obter informações da Qatar Airways.
Ele afirma que já tentou contato por WhatsApp, Instagram, X, Facebook e pelo chat disponível no site da empresa, mas não recebeu respostas claras sobre o retorno.
“Na maioria das vezes o sistema pede para tentar novamente depois ou para ligar. Conseguimos duas remarcações, mas foram canceladas novamente. Não conseguimos uma resposta definitiva”, relatou.
Diante da falta de retorno da companhia aérea, o casal começou a procurar alternativas por conta própria para conseguir sair da região.
Busca por rotas alternativas
Sem previsão de embarque pela empresa responsável pelo voo, Rodrigo e Juliana passaram a pesquisar outras possibilidades de viagem.
Entre as opções consideradas estão voos partindo de Dubai para outros países, como África do Sul, ou até mesmo deslocamentos por terra para cidades como Mascate, em Omã, ou para a Arábia Saudita, na tentativa de encontrar passagens disponíveis para o Brasil.
O problema, segundo eles, é que os valores das passagens disponíveis estão muito altos ou os voos já aparecem esgotados.
Cidade segue tranquila
Apesar das notícias sobre ataques na região, Rodrigo afirma que a sensação em Dubai é de normalidade.
“A cidade está funcionando normalmente. Não vemos pânico nas ruas. A sensação é de segurança”, contou.
Ele relata que recebeu alertas de segurança no celular recentemente, mas afirma que não presenciou sirenes ou movimentação de emergência na cidade.

Gastos aumentam enquanto espera continua
Sem previsão de retorno, os gastos começaram a crescer. Como a viagem foi planejada para poucos dias, o casal precisou reorganizar o orçamento para permanecer em Dubai por mais tempo.
Mesmo com a dificuldade, Rodrigo afirma que, por enquanto, eles conseguem arcar com as despesas, mas demonstra preocupação com outros brasileiros que também estão na região e podem enfrentar problemas financeiros.
“Nosso objetivo agora é encontrar qualquer alternativa viável para voltar ao Brasil o mais rápido possível”,