Um homem de 47 anos denunciou ter sido vítima de um golpe após se candidatar, em dezembro do ano passado, a uma vaga de motorista divulgada no Facebook em nome da unidade da Braspress Transportes Urgentes em Piracicaba.
Segundo o relato, o anúncio direcionava interessados para um número de WhatsApp e exibia apenas a logomarca da empresa. Após enviar o currículo, ele passou a conversar com supostos recrutadores.
Contato evoluiu para falsa entrevista
Meses depois, em 25 de fevereiro, um homem que se apresentou como Pedro Bianchi voltou a procurá-lo perguntando se ainda havia interesse na vaga. Após o envio de documentos, foi marcada uma entrevista para o dia 26, às 8h30.
Na sequência, Pedro informou que outro recrutador daria continuidade ao processo e repassou o contato de Leonardo Ramos. A videochamada chegou a ocorrer no horário marcado, porém Leonardo não apareceu na câmera e manteve a conversa apenas por áudio e mensagens.

Celular foi clonado
Durante a conversa, Leonardo Ramos solicitou dados bancários, alegando que seriam necessários para a formalização do contrato, e orientou a vítima a “entrar no aplicativo da empresa”.
Após seguir as instruções, o homem perdeu o acesso ao próprio celular. Ao levar o aparelho para assistência técnica, foi constatado que o telefone havia sido clonado. O dispositivo permaneceu na assistência para retirada da clonagem e verificação de segurança.
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Erro no e-mail levantou suspeita
Posteriormente, a vítima percebeu que o e-mail utilizado pelos golpistas trazia a grafia “brasbess”, diferente do nome oficial da empresa — um indício de fraude que passou despercebido no primeiro momento.
Empresa nega vínculo
Após desconfiar da situação, o homem entrou em contato com a verdadeira Braspress Transportes Urgentes, que informou não realizar entrevistas on-line.
A companhia confirmou ainda que o WhatsApp oficial é o (19) 99659-1203. Já o número usado por Leonardo Ramos — (11) 94680-6279 — não pertence à empresa, e nem ele nem Pedro Bianchi constam como funcionários.
Até o momento, não houve registro de prejuízo financeiro, mas a vítima segue preocupada com o uso indevido de seus dados.
Alerta para candidatos
O JP reforça que empresas legítimas não solicitam dados bancários antecipados nem pedem acesso a aplicativos desconhecidos durante processos seletivos.
Em situações suspeitas, a orientação é interromper o contato imediatamente, avisar o banco, alterar senhas, ativar a verificação em duas etapas e registrar boletim de ocorrência.