O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi detido pela polícia britânica nesta quinta-feira (19), no Reino Unido, sob suspeita de irregularidades relacionadas ao período em que atuou como enviado especial para o comércio internacional. A investigação analisa fatos ocorridos entre 2001 e 2011 e ganhou novo impulso após surgirem indícios de que o duque de York teria compartilhado informações sensíveis com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
A detenção foi conduzida pela polícia da região de Thames Valley, responsável pela área onde fica Windsor, local próximo à residência histórica ocupada por Andrew durante décadas. As autoridades investigam possível má conduta ligada ao exercício de função pública e eventuais vazamentos durante missões diplomáticas e comerciais.

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O episódio amplia a crise de imagem envolvendo a monarquia britânica. Andrew já estava afastado da vida pública havia anos, depois que vieram à tona suas conexões com Epstein. Na ocasião, ele perdeu funções oficiais, patrocínios e títulos militares, além de deixar de representar a família real em compromissos institucionais. Até o momento, o Palácio de Buckingham não divulgou posicionamento oficial sobre a nova ação policial.
Nos últimos meses, documentos relacionados ao caso Epstein voltaram a circular publicamente, incluindo registros, mensagens e fotografias citadas por investigações americanas. O material reacendeu denúncias antigas e depoimentos de mulheres que afirmam ter sido levadas a encontros com o príncipe por intermédio do financista. Andrew sempre negou qualquer conduta ilegal.
Fontes da imprensa britânica afirmam que o rei Charles III acompanha o caso com preocupação crescente, principalmente após novas revelações reforçarem o desgaste público da família real. A expectativa agora é que o avanço das investigações determine se haverá novas acusações formais ou pedidos de depoimento internacional.
O caso Epstein continua sendo um dos maiores escândalos judiciais envolvendo elites políticas, financeiras e sociais, e qualquer ligação confirmada com integrantes da realeza britânica pode provocar forte repercussão diplomática e institucional.