SAÚDE

Vírus Nipah pode explodir após o Carnaval no Brasil?

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
USP
 Ministério da Saúde informou que não há casos confirmados do vírus Nipah no Brasil e que, até o momento, não existe motivo para preocupação após o Carnaval.
Ministério da Saúde informou que não há casos confirmados do vírus Nipah no Brasil e que, até o momento, não existe motivo para preocupação após o Carnaval.

Vírus Nipah pode explodir após o Carnaval no Brasil?

O Ministério da Saúde informou que não há casos confirmados do vírus Nipah no Brasil e que, até o momento, não existe motivo para preocupação após o Carnaval. A pasta destacou que mantém protocolos de vigilância epidemiológica ativos e acompanha os desdobramentos internacionais relacionados à doença, considerada rara e grave. O alerta ganhou repercussão após registros recentes na Índia e em Bangladesh, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda restrições de viagem ou comércio neste momento.


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Na Índia, dois profissionais de saúde foram infectados e 198 pessoas que tiveram contato com eles testaram negativo. Já em Bangladesh, uma mulher entre 40 e 50 anos morreu em janeiro após apresentar sintomas graves; a investigação aponta possível relação com o consumo de seiva crua de tamareira, alimento associado a surtos anteriores. Desde 2001, o país registra casos quase anuais da doença, com quatro mortes confirmadas em 2025.

O vírus Nipah é transmitido principalmente de animais para humanos, especialmente morcegos frugívoros e porcos. A transmissão entre pessoas pode ocorrer, mas é considerada limitada. O período de incubação varia de quatro a 14 dias. Os sintomas iniciais incluem febre alta, náuseas, vômitos e problemas respiratórios. Em casos mais graves, pode haver pneumonia e encefalite, com sonolência, desorientação e convulsões. A taxa de letalidade varia entre 40% e 75%, e ainda não existe vacina disponível.

Apesar da gravidade, especialistas destacam que os surtos costumam ser localizados e controlados com medidas de isolamento e monitoramento. No Brasil, as autoridades reforçam que a população deve manter a tranquilidade e acompanhar apenas informações oficiais do Ministério da Saúde e da OMS.

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