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Bloco da Salomé reage a críticas e explica ações

Por Gabriela lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Gabriela Lima/JP1
 Luciene Blumer e Márcio Eduardo Biscalchin segurando cartazes do bloco da Salomé
Luciene Blumer e Márcio Eduardo Biscalchin segurando cartazes do bloco da Salomé

O Bloco da Salomé, realizado no último sábado, 31, na região da Rua dos Cravos, em Nova Piracicaba, virou tema de debate após a circulação de uma reportagem que apontou sujeira e problemas na praça depois do evento. Diante da repercussão, organizadores e moradores do entorno se manifestaram, lamentaram a abordagem da publicação e apresentaram o que definem como outro lado da história.

Segundo a organização, o bloco é promovido há dez anos por moradores do bairro, com perfil familiar, horário definido e planejamento prévio. A proposta, de acordo com o grupo, é valorizar a cultura popular e incentivar a ocupação positiva dos espaços públicos.

Organização lamenta reportagem


Integrantes da organização, entre eles Luciene Blumer e Márcio Eduardo Biscalchin, afirmam que a reportagem sobre a situação da praça após o sábado de Carnaval não ouviu previamente os responsáveis pelo bloco. Para o grupo, isso resultou em uma visão parcial do evento e desconsiderou o histórico de atuação do coletivo na região.

Os organizadores reconhecem que, como em qualquer evento de grande porte, em que houveram 3 mil pessoa, há geração de resíduos temporários, mas sustentam que isso não representa abandono do espaço.

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Limpeza e medidas adotadas


De acordo com a comissão, a praça recebeu limpeza e organização antes do bloco, com apoio de moradores. Durante o evento de sábado, houve orientação ao público, disponibilização de sacos de lixo e acompanhamento do descarte.

Após o encerramento, uma empresa contratada pelo bloco realizou a primeira limpeza. No dia seguinte, a manutenção foi complementada pelo poder público, dentro do planejamento municipal para o Carnaval, segundo a moradora Gabriela Gianetti.

Geladeiroteca é comunitária


A organização esclarece que a geladeiroteca com brinquedos instalada na praça é um equipamento comunitário, criado e mantido por moradores. Assim, o eventual uso indevido de brinquedos por frequentadores não seria responsabilidade direta do bloco.

Moradores relatam cuidado com a praça


O professor Revair Bueno de Camargo, morador da Rua dos Cravos há 20 anos, afirma que nunca teve problemas de segurança ou limpeza ligados ao bloco. Ele relata que a concentração acontece em frente à sua casa e que, após a festa, a rua costuma amanhecer organizada.

Segundo Revair Bueno de Camargo, a participação no bloco é voluntária e motivada pelo apreço à cultura do samba e ao bairro. Ele destaca que moradores participam ativamente e ajudam a cuidar do espaço público.

A vizinha Tikka Meszarios também associa a conservação da praça ao uso coletivo. Ela conta que famílias da região se mobilizaram para pintar bancos, propor intervenções artísticas e instalar a geladeira comunitária com brinquedos. Para ela, encontros e eventos ajudam a aproximar vizinhos e fortalecer o cuidado com o local.

Carnaval familiar e comunitário


Os organizadores definem o Bloco da Salomé como um Carnaval de família, conduzido por moradores da própria rua e realizado dentro de horário estabelecido. O objetivo, segundo o grupo, é equilibrar festa, convivência e responsabilidade.

O bloco também movimenta a economia local, gerando renda para bares, restaurantes e serviços, além de contratar músicos e profissionais da cultura.

Há ainda uma frente solidária: há oito anos o grupo promove arrecadação de leite para entidades sociais. Nesta edição, as doações foram destinadas à PASCA – Pastoral do Serviço da Caridade.

Diálogo aberto


A organização afirma que segue aberta a críticas construtivas e ao diálogo com a comunidade e o poder público. O compromisso, segundo o bloco, é aprimorar continuamente o evento.

Para os integrantes, o legado buscado é de alegria, pertencimento e impacto cultural, social e econômico positivo para Piracicaba.

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