A chamada “casa do sexo” ou "coworking do sexo" descoberta pela Polícia Civil nesta quinta-feira (22) no movimentado Bairro Alto, em Piracicaba, funcionava como um negócio bem afinado — e lucrativo. O esquema girava em torno de um valor fixo: R$ 50 cobrado das mulheres por programa, pagos à dona do imóvel só pelo uso do espaço.
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Segundo relatos das mulheres encontradas no local pela polícia, cada profissional fazia em média 15 programas por semana. Ou seja, só com a taxa cobrada por atendimento, a responsável pela casa garantia dinheiro entrando toda semana, sem precisar atender cliente nenhum.
O imóvel operava como um “coworking do sexo”: mulheres levavam seus próprios clientes e pagavam para usar os quartos. Outras profissionais também utilizavam o espaço, mesmo não estando presentes no momento da abordagem policial, o que ampliava ainda mais o faturamento.
A cobrança era fixa e organizada, independentemente de quem realizasse o programa. A apreensão de uma máquina de cartão reforçou a suspeita de pagamentos constantes e controle financeiro do esquema.
Os valores cobrados mostram que o local não era improvisado, mas sim uma fonte contínua de renda, o que levou à prisão em flagrante da dona da casa.Celulares e registros seguem sendo analisados para calcular quanto o esquema movimentava e se havia outras pessoas envolvidas.
O caso é investigado pelo delegado José Donizeti de Melo, da UPJA, e segue dando o que falar nas redes sociais.