EM PIRACICABA

Mulheres faziam em média 3 programas por dia na 'Casa do Sexo'

Por Da redação/Pira1 |
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Polícia Civil
Os atendimentos eram realizados no Bairro Alto em Piracicaba.
Os atendimentos eram realizados no Bairro Alto em Piracicaba.

  Detalhes revelados pelas mulheres de 24 e 39 anos flagradas pela Polícia Civil no "Coworking do Sexo", escancaram a intensa movimentação no local, descoberto nesta quinta-feira (23) no Bairro Alto, em Piracicaba. Longe de ser um ponto eventual, o imóvel funcionava com rotina fixa, alta procura e uso compartilhado por diversas mulheres.

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De acordo com o relato das mulheres encontradas no local, cada profissional realizava, em média, cerca de 15 programas por semana, número que reforça o volume de clientes que passavam discretamente pela casa. A frequência elevada chamou a atenção da polícia, indicando que o imóvel operava de forma contínua, não esporádica.

A movimentação era organizada para evitar suspeitas: clientes chegavam e saíam em horários alternados, sem aglomeração, mantendo o fluxo constante ao longo da semana.

Outro ponto citado, foi a confirmação de que outras mulheres também utilizavam o imóvel, mesmo não estando presentes no momento da abordagem policial. Segundo os depoimentos, o espaço funcionava como um ponto de apoio para profissionais do sexo, que pagavam para usar os quartos e levar seus próprios clientes até o endereço.

Esse modelo transformou a casa em uma espécie de central rotativa da prostituição, ampliando o alcance do esquema e o número de atendimentos realizados no local.

A responsável pela casa recebia R$ 50 por programa, valor fixo repassado independentemente de quem realizasse o atendimento. Com a média de 15 programas semanais por mulher, a polícia avalia que o esquema garantia renda constante à dona do imóvel, que acabou presa em flagrante.

A presença de máquina de cartão bancário, apreendida no local, reforça a suspeita de que os pagamentos eram frequentes e organizados.

Com a confirmação do alto número de programas e do uso compartilhado do espaço, a Polícia Civil segue analisando celulares e registros apreendidos. A expectativa é que os dados revelem a real dimensão da atividade e se outras pessoas participavam da operação.

O caso segue sob investigação do delegado José Donizeti de Melo, da UPJA, e continua repercutindo fortemente nas redes sociais.

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