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Estudo alerta: maioria dos bebedouros no país tem bactérias

Por Gabriele C Sanches |
| Tempo de leitura: 2 min
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Pesquisa aponta presença de bactérias em mais de 70% dos bebedouros no Brasil

Estudo internacional indica falhas na manutenção e alerta para riscos à saúde em locais públicos

Um estudo internacional divulgado por uma revista científica especializada em microbiologia acendeu um alerta sobre a qualidade da água consumida em bebedouros de uso coletivo. A pesquisa, realizada em diferentes países — incluindo o Brasil —, identificou que grande parte desses equipamentos apresenta níveis de contaminação acima do recomendado, superando inclusive os índices encontrados na água da torneira.

De acordo com os dados analisados, entre 70% e 80% dos bebedouros avaliados apresentaram resultados fora dos padrões de segurança bacteriológica. No Brasil, o cenário é ainda mais expressivo: enquanto pouco mais de um terço das amostras de água encanada apresentou algum tipo de contaminação, o percentual sobe para 76% quando se trata de bebedouros instalados em espaços públicos e privados.

Os pesquisadores apontam que o problema, na maioria dos casos, não está na origem da água, mas sim nas condições de conservação, limpeza e troca de filtros desses equipamentos, que muitas vezes não recebem manutenção adequada.


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Possíveis impactos à saúde

Especialistas alertam que a presença de microrganismos na água pode provocar diversos problemas de saúde. Entre os contaminantes encontrados estão bactérias indicadoras de contaminação fecal, associadas a quadros de diarreia, infecções gastrointestinais e até doenças mais graves, como hepatites.

O risco aumenta devido ao uso incorreto dos bebedouros. O contato direto da boca com o bocal, além do compartilhamento dos equipamentos por várias pessoas — e até por animais —, favorece a disseminação de bactérias e outros agentes patogênicos.

Cuidados recomendados

Para reduzir a exposição a esses riscos, a orientação é evitar encostar a boca diretamente no bocal e optar pelo uso de garrafas individuais ou copos descartáveis. Também é fundamental que responsáveis por empresas, escolas, parques e prédios públicos realizem higienização frequente e substituição periódica dos filtros.

O levantamento reforça a importância de fiscalização contínua e da adoção de protocolos mais rígidos de limpeza para equipamentos de uso coletivo. A atenção deve se estender, inclusive, aos animais de estimação, que também podem sofrer consequências ao consumir água contaminada.

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