Mensagens que circularam em grupos de WhatsApp desde o dia 19 geraram apreensão entre moradores ao afirmar que a água distribuída pelo Semae estaria contaminada. Os conteúdos relacionavam o suposto problema a um aumento de casos de virose e citavam que unidades da Unimed estariam lotadas, recomendando, de forma informal, a compra de água mineral. As informações, no entanto, foram desmentidas oficialmente.
Mensagens viralizaram e causaram insegurança
O texto de um status de Whatsapp sem identificação de autoria se espalharam rapidamente em conversas comunitárias e grupos familiares da rede social. O tom alarmista incentivou a população a evitar o consumo de água da torneira e a buscar alternativas, mesmo sem qualquer comprovação técnica.
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Caso de intoxicação na Hyundai impulsionou o boato
A disseminação ganhou força após a divulgação de uma notícia sobre um episódio de intoxicação ocorrido com 81 funcionários na Hyundai Mobis no dia 16. O fato real acabou sendo usado fora de contexto, dando margem a interpretações equivocadas que associaram o ocorrido à qualidade da água e a surtos de virose por toda a população.
Semae garante que água é própria para consumo
Diante da repercussão, o Semae se manifestou por meio de suas redes sociais, afirmando que a água distribuída pode ser ingerida normalmente. Em nota, a autarquia destacou que o sistema de abastecimento passa por rigorosos processos de tratamento e monitoramento contínuo, atendendo a todos os padrões de potabilidade exigidos por lei.

Unimed nega surto e superlotação
A Unimed também se pronunciou para esclarecer que não procede a informação de que a unidade estaria lotada por causa de um surto de virose. Segundo a cooperativa médica, o fluxo de atendimentos segue dentro da normalidade e não há registro de aumento anormal de casos relacionados a esse tipo de doença.
Informações falsas geram impactos reais
Mesmo sem confirmação oficial, o boato influenciou decisões da população, como a compra excessiva de água mineral e a propagação de alertas infundados. A desinformação, especialmente sobre saúde pública, pode causar pânico e prejuízos desnecessários.
Tanto o Semae quanto a Unimed, quanto o JP reforçam a importância de buscar sempre fontes oficiais antes de repassar informações. A checagem de dados é essencial para evitar a propagação de fake news e garantir que decisões sejam tomadas com base em fatos, não em boatos.