A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorização para que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, possa visitá-lo no complexo prisional da Papudinha, no Distrito Federal. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira, dia 19, e aguarda análise do magistrado.
Pedido inclui aliados e familiares
Além do governador paulista, os advogados também requerem liberação para a visita de Diego Dourado, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e do assessor Bruno Scheid. A solicitação faz parte de uma série de medidas adotadas pela defesa após a recente transferência do ex-presidente para a unidade prisional.
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Transferência após atendimento médico
Bolsonaro foi levado para a Papudinha na última quinta-feira (15), depois de passar por atendimento médico em razão de uma queda ocorrida dentro da cela onde estava detido. Segundo avaliação médica, ele sofreu um traumatismo cranioencefálico leve. Na decisão que autorizou a transferência, Alexandre de Moraes determinou acompanhamento médico contínuo e permitiu a entrada de profissionais particulares sem necessidade de aviso prévio.
Regime prevê visitas e assistência religiosa
A decisão judicial também assegura visitas semanais da esposa e dos filhos do ex-presidente, além de assistência religiosa. Moraes autorizou ainda o uso de leitura como instrumento para remição de pena, a instalação de proteção na cama e a utilização de equipamentos de fisioterapia, conforme prescrição médica.
Estrutura do complexo prisional
A Papudinha possui capacidade para 60 detentos e, até o início de novembro, contava com 52 vagas ocupadas. As celas dispõem de quarto individual, banheiro com box e chuveiro, além de espaços como cozinha, lavanderia e sala, conforme informações do sistema prisional.
Cenário político e judicial
Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Jair Bolsonaro está inelegível até 2060. No campo político, Tarcísio de Freitas chegou a ser apontado como possível sucessor do ex-presidente, mas Bolsonaro optou por apoiar o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como nome da família para a disputa eleitoral de 2026.
No mesmo contexto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei da dosimetria, que poderia beneficiar Bolsonaro. O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, onde parlamentares da oposição já sinalizam tentativa de derrubada.