FARRA DO INSS

Damares divulga lista de igrejas e pastores investigados, VEJA

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Edilson Rodrigues/Agência Senado
A pressão levou Damares a divulgar oficialmente a relação de instituições e pessoas que constam nos documentos.
A pressão levou Damares a divulgar oficialmente a relação de instituições e pessoas que constam nos documentos.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) tornou públicos os nomes de igrejas e líderes religiosos investigados pela CPMI do INSS, comissão que apura um amplo esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. A divulgação ocorreu após cobranças públicas de lideranças evangélicas, que criticaram a parlamentar por citar a participação de religiosos sem detalhar os envolvidos.

Nos últimos dias, a senadora havia declarado que a comissão identificou grandes igrejas e pastores ligados aos desvios, o que gerou reação imediata nas redes sociais. A pressão levou Damares a divulgar oficialmente a relação de instituições e pessoas que constam em documentos já analisados e aprovados pela CPMI.

Lista envolve pedidos de sigilo e convocações

Segundo a senadora, os dados divulgados não são novos e fazem parte de requerimentos formais apresentados no âmbito da comissão parlamentar. Entre as instituições religiosas citadas, algumas são alvo de pedidos de quebra de sigilo, enquanto líderes religiosos foram convidados a prestar esclarecimentos.

Entre as igrejas mencionadas estão:

  • Igreja Evangélica Campo de Anatote, incluída em requerimento de acesso a dados financeiros
  • Ministério Deus é Fiel Church, também alvo de pedido de quebra de sigilo
  • Assembleia de Deus Ministério do Renovo, citada em investigação documental
  • Adoração Church, relacionada a apuração de movimentações suspeitas

Já entre os pastores listados, constam nomes convocados ou investigados em diferentes frentes da CPMI, como pedidos de comparecimento e análise de vínculos financeiros:

  • Cesar Belucci: Convidado a comparecer à CPMI;
  • André Machado Valadão: Convidado a comparecer à CPMI e alvo de pedido de quebra de sigilo;
  • Péricles Albino Gonçalves: Convidado a comparecer à CPMI;
  • Fabiano Campos Zettel: Convidado a comparecer à CPMI;
  • André Fernandes: Convidado a comparecer à CPMI.

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Investigação avança sobre fraudes no INSS

A CPMI do INSS foi instalada em 2025 para apurar descontos indevidos, desvios e uso irregular de entidades intermediárias em benefícios previdenciários. De acordo com parlamentares envolvidos na investigação, o trabalho tem avançado para setores antes considerados sensíveis, o que teria intensificado tentativas de interferência nos rumos da apuração.

Em declarações recentes, a senadora afirmou que a possível participação de igrejas em esquemas de fraude provoca desconforto, mas reforçou que o dever da comissão é investigar os fatos com base em documentos e dados técnicos, independentemente do peso institucional dos envolvidos.

Reações e críticas nas redes sociais

A divulgação da lista não encerrou a controvérsia. Lideranças religiosas voltaram a se manifestar, acusando a senadora de generalizar acusações ao mencionar “grandes igrejas” e “líderes conhecidos” antes de tornar os nomes públicos. Para críticos, esse tipo de declaração poderia afetar a imagem de instituições religiosas de forma ampla.

Aliados da senadora, por outro lado, afirmam que a transparência é fundamental para dar credibilidade aos trabalhos da CPMI e evitar interpretações distorcidas sobre o alcance das investigações.

Transparência e próximos passos

A expectativa é que a CPMI avance nas oitivas e na análise de dados bancários e fiscais autorizados, ampliando o mapeamento das conexões entre entidades, intermediários e o esquema de fraudes no sistema previdenciário. Parlamentares destacam que novas informações podem ser divulgadas conforme o andamento dos trabalhos.

Enquanto isso, o embate público evidencia a tensão entre investigação institucional e repercussão política, em um caso que segue mobilizando o Congresso e diferentes setores da sociedade.

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