Complexo Aquático de Piracicaba segue fechado há um ano e apresenta sinais de abandono
Espaço foi interditado por problemas estruturais, teve reformas que não resolveram falhas e hoje apresenta água parada e lodo nas piscinas
O Complexo Aquático Dr. Samuel de Castro Neves, em Piracicaba, segue fechado há cerca de um ano após nova interdição causada por problemas estruturais. O espaço, que atendia a população com aulas de natação e hidroginástica, permanece sem previsão de reabertura.
Segundo a Prefeitura, o local foi fechado em janeiro de 2025 após a identificação de falhas estruturais que colocavam em risco a segurança dos usuários. Antes da interdição, cerca de mil pessoas utilizavam regularmente o complexo para atividades esportivas.
O espaço já passou por diversas reformas ao longo dos anos, mas os problemas não foram solucionados de forma definitiva. Entre 2010 e 2020, foram realizadas várias intervenções no local, sem sucesso na correção das falhas estruturais.
Histórico de reformas e nova interdição
A última grande obra no Complexo Aquático foi entregue em 2021. O espaço chegou a ser reaberto em 2022, porém voltou a ser interditado após a constatação de novos problemas estruturais. Diante do risco aos frequentadores, a atual administração optou pelo fechamento do local.
Desde então, as obras estão paralisadas. Em comunicado anterior, a Prefeitura informou que a retomada dos serviços dependia da conclusão de um laudo técnico para apontar as intervenções necessárias.
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Situação atual preocupa
Atualmente, o Complexo Aquático apresenta água parada e presença de lodo nas piscinas, além de sinais visíveis de abandono. Esse tipo de situação pode atrair insetos e gera preocupação com a saúde pública, inclusive em relação ao mosquito da dengue.
A condição do espaço reforça as críticas de usuários que aguardam uma solução definitiva para a reabertura do complexo, considerado importante para a prática esportiva e o lazer da população.
Processo administrativo em andamento
A Prefeitura informou ainda que foi aberto um processo administrativo contra a empresa responsável pela última reforma, para apurar possíveis irregularidades na execução das obras. O processo segue em andamento.
Enquanto isso, o município afirma manter parcerias para atender parte dos antigos usuários em outros espaços e segue buscando alternativas para ampliar o atendimento.
O Jornal de Piracicaba acompanha o caso e aguarda novos posicionamentos sobre a conclusão dos laudos técnicos, a retomada das obras e a possível reabertura do Complexo Aquático.