CAPIVARA À SOLTA

Capivara com fio na barriga segue sendo monitorada em Piracicaba

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação CCS
Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura.
Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura.

A capivara que foi vista com um artefato preso ao corpo em Piracicaba continua sendo monitorada diariamente por equipes técnicas da Prefeitura. Apesar do acompanhamento constante, o animal ainda não foi capturado para a retirada do objeto.

Segundo a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, por meio da Divisão de Proteção Animal, o manejo exige planejamento criterioso por se tratar de um animal silvestre de vida livre. A fêmea integra um pequeno grupo familiar e, de acordo com o órgão, a prioridade é garantir que a intervenção ocorra sem estresse ou risco.

Como parte da estratégia, áreas consideradas estratégicas (cujos locais não são divulgados por segurança) foram cercadas. São pontos onde a capivara costuma permanecer durante a madrugada e que podem permitir uma contenção adequada.

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A Divisão explica que a operação não é simples. Por ser um animal semiaquático, a sedação só pode ser feita quando ela estiver em local seguro e devidamente contido. Caso contrário, há risco de que, ao ser sedada próximo à água, ela tente buscar refúgio em lago ou rio, o que poderia resultar em afogamento antes do efeito completo do anestésico.

A Secretaria reforça que o objetivo é resolver a situação o mais rápido possível e de forma segura, mas ressalta que a ação depende de condições técnicas adequadas para evitar danos ao animal.

Colaboração da população

A Prefeitura orienta que moradores não se aproximem, não tentem alimentar, fotografar ou seguir a capivara. A movimentação pode deixá-la mais arisca e dificultar o trabalho das equipes, prolongando ainda mais o processo de captura.

Além deste caso, a Divisão de Proteção Animal monitora núcleos de capivaras que vivem nas proximidades da avenida Cruzeiro do Sul e no Parque da Rua do Porto. Conforme o órgão, são comuns ferimentos decorrentes de disputas territoriais entre indivíduos do mesmo grupo, comportamento considerado natural na espécie.

Nessas situações, não há recomendação de intervenção, já que a contenção e o tratamento poderiam causar estresse excessivo aos animais de vida livre. O caso atual, porém, é tratado de forma diferente por envolver material de origem humana, o que justifica a atuação direta do poder público.

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