FISCALIZAÇÃO DIGITAL

CPF na nota e Pix: como seus dados entram no radar da Receita

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Freepik
CPF no pix
CPF no pix

O avanço dos pagamentos digitais e o hábito de pedir CPF na nota colocaram o cotidiano do consumidor no centro do sistema de fiscalização do país. Por trás de ações rotineiras, como pagar uma conta via Pix ou informar o documento em uma compra, existe um complexo mecanismo de cruzamento de dados usado pela Receita Federal para identificar inconsistências e combater a sonegação de impostos.

Com tecnologia cada vez mais sofisticada, o Fisco reúne informações de diferentes bases para verificar se os gastos e a movimentação financeira de uma pessoa são compatíveis com a renda declarada ao Imposto de Renda.

Como as informações chegam à Receita Federal

O monitoramento não ocorre transação por transação, nem em tempo real. Quando o consumidor informa o CPF no momento da compra, o comerciante emite uma nota fiscal eletrônica. Esse documento é enviado à Secretaria da Fazenda estadual, que posteriormente compartilha os dados com a Receita Federal.

O mesmo princípio vale para as operações financeiras. Bancos e instituições de pagamento são obrigados a repassar informações consolidadas por meio da declaração conhecida como e-Financeira, reunindo o total movimentado ao longo do mês.

VEJA MAIS



  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Pix não é taxado, mas movimentações são informadas

Não existe cobrança de imposto específica sobre transferências via Pix. O que ocorre é a comunicação dos valores totais movimentados mensalmente. Desde janeiro de 2025, pessoas físicas que ultrapassam R$ 5 mil em transações no mês entram nesse relatório. Para empresas, o limite é de R$ 15 mil.

Esse envio engloba todas as formas de pagamento, como Pix, TED, DOC e transferências internas, sem distinção entre as modalidades.

O que faz o alerta acender no sistema

O cruzamento acontece quando a Receita compara os dados recebidos de estados e instituições financeiras com a declaração anual do contribuinte. O foco está em identificar padrões de consumo incompatíveis com a renda informada.

Situações recorrentes que despertam atenção incluem:

  • Gastos elevados registrados em notas fiscais em relação ao rendimento declarado
  • Movimentações financeiras altas sem origem comprovada
  • Compra de imóveis, veículos ou outros bens de valor sem lastro financeiro declarado
  • Quando há divergência significativa, o CPF pode ser selecionado para análise mais aprofundada, o que pode resultar na retenção da declaração na chamada malha fina.

  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Com a digitalização da economia, o recado do Leão é claro: transparência e organização financeira são cada vez mais importantes para evitar problemas com o Fisco.

Comentários

Comentários