A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira (26), a suspensão da venda e fabricação de cinco produtos no mercado brasileiro. As medidas variam entre proibição total, recolhimento e apreensão, afetando itens como suplementos à base de ervas, bebidas e picolé.
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Um dos produtos atingidos pela decisão foi o suplemento da NS Produtos Naturais, que continha extrato de Aloe Vera (babosa) e era comercializado como fonte natural de vitaminas C e E. A agência sanitária justificou a suspensão alegando que a Aloe Vera não está incluída na lista de ingredientes permitidos para a categoria de suplementos alimentares industrializados.
Além da restrição do ingrediente, a Anvisa observou que o rótulo do produto não especificava a origem do extrato, fator que pode comprometer a segurança dos consumidores. A medida implica a suspensão imediata da produção e comercialização do suplemento.
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Creatina em picolé
Outra interdição de distribuição, fabricação, consumo e divulgação recaiu sobre o Picolé Naturalle Ice, produzido pela J M J Re Torres Indústria de Alimentos. O produto, que combina açaí, guaraná e canela, teve sua venda suspensa devido à presença de creatina em sua composição.
A Anvisa enfatizou que a creatina não possui autorização para ser utilizada na preparação de alimentos industrializados, sendo seu uso liberado apenas em suplementos destinados ao público adulto.
Bebida em pó
A agência também ordenou o recolhimento do pó para preparo de bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition, fabricado pela INP Indústria de Alimentos. O motivo é a presença de proteína de fava hidrolisada na formulação.
Esta substância ainda não concluiu a avaliação de segurança exigida pela Anvisa para uso em alimentos e, portanto, não pode ser empregada na fabricação de produtos alimentícios.
Suspeita de falsificação
Por fim, a Anvisa determinou a apreensão do óleo de avestruz Gold Green. O produto estava circulando com um rótulo que indicava a Alemed Nutracêutica como fabricante.
No entanto, a empresa citada negou ter produzido o óleo e denunciou o caso como falsificação. A agência iniciou investigações para identificar a verdadeira origem e o responsável pela fabricação do item.