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'Sem comprovação de qualidade'; ANVISA proíbe caneta emagrecedora

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Freepik
A falta de avaliação regulatória impede a comprovação de qualidade, eficácia ou segurança dos itens, resultando na proibição
A falta de avaliação regulatória impede a comprovação de qualidade, eficácia ou segurança dos itens, resultando na proibição

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quinta-feira (20) a suspensão da circulação de diversas canetas emagrecedoras divulgadas em plataformas digitais. A decisão foi motivada pela ausência de registro sanitário no Brasil para esses produtos.

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A falta de avaliação regulatória impede a comprovação de qualidade, eficácia ou segurança dos itens, resultando na proibição de sua fabricação, venda, importação e divulgação no território nacional.

Lista de produtos irregulares

A medida regulatória afeta itens apresentados como agonistas de GLP-1, que estavam sendo comercializados de forma irregular para fins estéticos. Entre os produtos que tiveram a circulação suspensa, estão:

  • T.G. 5
  • Lipoless
  • Lipoless Eticos
  • Tirzazep Royal Pharmaceuticals
  • T.G. Indufar

A Anvisa justificou a proibição devido ao aumento da oferta desses produtos em redes sociais e plataformas digitais, uma prática não autorizada para medicamentos no país. A agência explicou que o objetivo é coibir o desvio de uso e proteger a saúde da população.


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Importação pessoal também é proibida

Além da venda e fabricação, a importação pessoal desses medicamentos também foi impedida. A proibição é válida mesmo quando o paciente possui prescrição médica, pois a ausência de registro sanitário impede a entrada dos itens no país por qualquer modalidade.

A agência enfatizou que produtos aprovados no Brasil são acompanhados por um detentor de registro, que assume a responsabilidade por eventuais intercorrências e assegura a rastreabilidade em casos de efeitos adversos. Sem registro, o monitoramento e o controle de risco para os usuários não são possíveis.

Outro ponto levantado é que medicamentos com rótulos ou bulas em língua estrangeira dificultam a compreensão do paciente, o que pode resultar em erros de administração. A Anvisa também alertou que itens clandestinos, falsificados ou adulterados não estão sujeitos ao controle regulatório brasileiro, uma vez que seguem regras e fiscalizações de outros países.

Com a popularização de medicamentos para emagrecimento, a Anvisa reforça que somente produtos registrados e prescritos por profissionais habilitados podem ser utilizados com segurança. O órgão orienta os consumidores a não confiarem em promessas de perda de peso veiculadas na internet e a não adquirirem medicamentos sem prescrição ou registro sanitário válido.

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