PRISÃO

'Facistinha'; Influencer Esquerdogata é presa após insultar PM

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Foto: Reprodução/Instagram
A influenciadora conta com mais de 800 mil seguidores em suas redes sociais
A influenciadora conta com mais de 800 mil seguidores em suas redes sociais

Aline Bardy, mais conhecida nas redes sociais como Esquerdogata, foi detida no sábado (25), apresentando sinais de embriaguez, condição posteriormente admitida pela própria. Após a detenção, ela teria proferido ofensas e desacato contra os policiais, utilizando frases de cunho preconceituoso que mencionavam salário e status socioeconômico.

O motivo da detenção teria sido uma suposta injúria racial contra um dos policiais, com a frase “Um preto querendo foder outro preto”, referindo-se à abordagem de um homem negro, conforme consta em relatório da PM. A declaração teria ocorrido após a influenciadora se aproximar dos policiais que finalizavam uma fiscalização na rua próxima ao bar onde ela estava.

A influenciadora, comunicou, por meio de sua defesa, a intenção de buscar o policial militar a quem dirigiu ofensas de natureza racial, econômica e cultural, com o propósito de apresentar desculpas pessoalmente. O incidente de desacato foi registrado em vídeo pelos policiais militares que realizaram a abordagem.

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Nesta segunda-feira (27), os advogados Douglas Eduardo Marques e Roberto Bertholdo afirmaram que “os excessos foram cometidos em decorrência do uso social de álcool logo após ter se utilizado de medicamentos de uso controlado, somados ao pânico que lhe é provocado pela conduta, muitas vezes excessiva, da Polícia Militar do estado de São Paulo”, disseram em nota enviada ao portal Metrópoles.

A defesa acrescentou que a influenciadora não se exime da “necessidade de pedir desculpas ao policial” e a todos os indivíduos a quem se dirigiu de “forma hostil”. A nota reforça que Aline Bardy planeja procurar o PM diretamente, considerando essa atitude uma “obrigação humana”.

Alegação de não recordar a ocorrência

No comunicado, Aline Bardy alegou não se recordar dos fatos, citando o uso de medicamentos e bebidas alcoólicas no dia do incidente. Ela informou que, após ter acesso ao vídeo divulgado pelo Metrópoles, encontrava-se “emocionalmente devastada”.

“Assim, Aline reconhece que deve desculpas pelos excessos, pelos erros e pelo modo que agiu, pois eles não representam nem o seu pensamento e muito menos a sua história de luta por igualdade, respeito humano e social”, diz o texto. A nota finaliza reiterando o pedido de desculpas aos ofendidos e a seus seguidores.


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Detalhes da detenção

Em diversos momentos, Aline Bardy mencionou possuir 1 milhão de seguidores nas redes sociais (no Instagram, o perfil possuía 878 mil seguidores até a manhã de segunda-feira).

As ofensas registradas incluíram frases como: “Você tem noção de quem é você e quem sou eu? […] Você não tem dinheiro nem para falar com meu advogado […]”, e chamou um policial de “fascistinha”. Ela também declarou: “Sabe que uma militante ser presa, isso vai me fazer deputada federal? Vou mandar em vocês tanto. Você é um policialzinho, ganha licença-prêmio”.

A influenciadora fez referências ao salário dos policiais, estimando o valor em R$ 3 mil mensais, e ostentou bens: “Minha sandália vale o carro de vocês […]. Já foi para a Europa, meu amor? Vai pra Itália, para ver como são os policiais, vão ter vergonha […]. Já foi pra Londres? Nunca né? Você não tem dinheiro para isso”. Ela também utilizou um preconceito linguístico, criticando a conjugação verbal de um policial em um depoimento anterior.

Aline teve as pernas imobilizadas após tentar danificar o vidro traseiro da viatura, batendo a algema na estrutura. Toda a abordagem e prisão foram gravadas em vídeo pelos policiais militares e o material foi entregue à Polícia Civil.

A defesa negou a ocorrência de crime racial. O advogado Douglas Eduardo Marques informou que a cliente está “abalada” com a situação. Ela foi liberada no sábado, após audiência de custódia, e deve cumprir medidas cautelares, incluindo a proibição de sair à noite e a comprovação a cada 60 dias de que está realizando tratamento psicológico.

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