EM PIRACICABA

Dirigir com chinelos dá multa, pelado não, mas é crime

Por Da redação/Pira1 |
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O caso do motorista pelado surpreendeu motociclistas no centro de Piracicaba.
O caso do motorista pelado surpreendeu motociclistas no centro de Piracicaba.

 O caso do motorista pelado que surpreendeu motociclistas no centro de Piracicaba, acendeu um debate nas redes sociais.O trânsito estava normal nas ruas do centro, fluindo bem, até que o improvável aconteceu: o indivíduo foi flagrado completamente nu ao volante, cruzando as ruas como se estivesse desfilando numa passarela invisível.

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Celulares foram erguidos para captar a a imagem. Em segundos, o que já era caos virou cena de espanto coletivo.

Curiosamente, no Brasil, dirigir descalço pode, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe o uso de calçados que não se firmem aos pés — como chinelos soltos — porque podem comprometer a segurança. Dependendo da interpretação do agente, a condução inadequada pode gerar multa.

Agora vem o detalhe que parece piada pronta: O Código de Trânsito não fala nada sobre estar pelado.Só que isso não significa liberdade, mas também não vira multa de trânsito.

Quando a nudez acontece em via pública e causa constrangimento, o caso pode sair da esfera do trânsito e cair direto no criminal. O artigo 233 do Código Penal Brasileiro trata do chamado ato obsceno. A pena pode chegar a três meses a um ano de detenção, ou multa.

Ou seja: escapa da multa de trânsito, mas pode sair escoltado. Além disso, a exposição pode gerar: abordagem policial imediata, registro de ocorrência, processo criminal, multa judicial e avaliação psicológica, se necessário.

No vídeo que circula nas redes, o trânsito vira cenário de imprudência. Motoristas desviando, reduzindo, curiosos diminuindo a velocidade para filmar. Isso não é só “cena inusitada”. É risco real de acidente.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o que levou o condutor a agir dessa forma, nem detalhes sobre sua identificação ou estado psicológico. O que se sabe é que a gravação viralizou e dividiu opiniões — entre piadas, indignação e questionamentos sobre saúde mental.

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