EM PIRACICABA

PM acusado de matar dois em show vai a juri após adiamentos

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Amém do acusado Leandro Henrique, outras 12 testemunhas devem ser ouvidas.
Amém do acusado Leandro Henrique, outras 12 testemunhas devem ser ouvidas.

 Depois de sete adiamentos, finalmente começa nesta quarta-feira (11) o julgamento do policial militar Leandro Henrique Pereira, acusado de matar duas pessoas e ferir outras três, durante um show sertanejo de Hugo e Guilherme em Piracicaba. O júri está marcado para as 9h, no Fórum da cidade, e deve ouvir 12 testemunhas além do interrogatório do próprio policial.

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O caso aconteceu em novembro de 2022, durante um evento no Parque Unileste, quando vários tiros foram disparados no meio do público. Na confusão, morreram Leonardo Victor Cardoso, de 25 anos, e Heloíse Magalhães Capatto, de 23. Outras três pessoas, de 20, 21 e 27 anos, também foram baleadas, mas sobreviveram. O policial responde por dois homicídios qualificados e três tentativas de homicídio, o que pode resultar em uma pena pesada caso seja condenado.

O processo virou uma verdadeira novela na Justiça. O julgamento já foi adiado sete vezes por diferentes motivos, incluindo discussões dentro do próprio plenário, pedidos da defesa e decisões judiciais. Em março de 2025, o júri chegou a ser suspenso pelo Superior Tribunal de Justiça, depois que a defesa entrou com um habeas corpus.

Em uma das sessões anteriores, o clima esquentou quando houve uma forte discussão entre advogados de defesa e o promotor do caso. Os advogados abandonaram o plenário e o juiz declarou que o réu estava momentaneamente sem defesa, além de determinar a abertura de investigação contra os defensores por desacato. A defesa reagiu dizendo que o magistrado teria inimizade com o policial e pediu o afastamento dele do processo.

A confusão não parou por aí. Em setembro de 2024, outro julgamento também foi cancelado depois que a defesa insistiu em gravar a sessão com aparelhos próprios, mesmo com proibição judicial. O clima ficou tenso dentro do tribunal e o juiz precisou chamar a Polícia Militar para controlar a situação. Meses depois, em junho de 2025, a Justiça decidiu trocar o juiz responsável pelo caso e marcar uma nova data para o júri.

Agora, após anos de atrasos e polêmicas, o julgamento finalmente acontece e deve trazer um desfecho para um dos casos mais comentados da cidade.

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