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Mulher que vive em carro pede ajuda para tratar 14 cães

Por Gabriela Lima/JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Gabriela Lima
Ederly  pedindo pra comprar rifas para ajudar os seus 14 cães
Ederly pedindo pra comprar rifas para ajudar os seus 14 cães

Há cerca de 15 anos, Ederly Vieira vive dentro de um carro acompanhada de seus cães. Segundo ela, perdeu a casa em Limeira e, desde então, passou a sobreviver sem moradia fixa, dividindo o espaço do veículo com os 14 animais, que hoje são sua única companhia. O carro, de acordo com a protetora, foi obtido por meio de doação.

Atualmente, ela vive em uma área de mata em Limeira para que os cães possam ficar soltos e em segurança. Para mantê-los, Ederly circula por Piracicaba e por outras cidades da região vendendo rifas e bichos de pelúcia, já que afirma não ter registro formal de trabalho por conta do Estatuto do Idoso.

Cães idosos e em tratamento

 O mais velho tem 19 anos, é cego, surdo e não possui mais dentes, mas segue ativo. Dois dos animais enfrentam problemas graves de saúde: uma cadela precisa passar por cirurgia para retirada de tumor nas mamas, enquanto outro cão está em tratamento contra câncer na boca, com sessões de quimioterapia.

Ela explica que todos recebem o mesmo tipo de ração, a Gran Plus adulto pequeno porte, obtida por meio de doações. Quando consegue comprar marmitex para si mesma, Ederly afirma que separa a carne para os cães e mistura com a ração para ela render mais.

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Rifa para arrecadar recursos

Para levantar dinheiro, Ederly organiza a venda de rifas. O prêmio é um jogo de panelas de cerâmica avaliado em R$ 4,5 mil, doado por uma apoiadora da causa. Cada número custa R$ 50.

Segundo ela, todo o valor arrecadado é destinado ao tratamento veterinário dos cães, à compra de ração e a despesas básicas. A protetora afirma que a chuva tem dificultado as vendas e agravado sua situação financeira.

Relação rompida com a família

Ederly afirma que foi abandonada pela família após perder a casa e a renda. De acordo com ela, o apoio existia enquanto havia estabilidade financeira.

Atualmente, ela recebe o benefício do Bolsa Família, no valor de R$ 600, mas afirma que o recurso não cobre os custos com alimentação, medicamentos e procedimentos veterinários.

Histórico de perdas e violência

Ao longo dos anos, Ederly já cuidou de 27 cães. Parte deles morreu após episódios de envenenamento e atropelamentos. Um dos sobreviventes passou por cirurgias no fêmur, coluna e cauda. Outro morreu no local do acidente.

Ela também relata a morte de uma cadela que costumava ficar na janela do seu carro, evenenada por chumbinho. Os episódios marcaram tristemente sua trajetória como protetora independente.

Apesar disso, a protetora afirma que não pretende entregar nenhum dos cães para adoção, como já lhe foi sugerido. Segundo ela, todos são registrados, chipados e possuem documentação. “Eles são meus e não abro mão deles”.

Sonho de ter uma chácara

Mesmo com as dificuldades, Ederly diz que sonha em ter uma chácara para oferecer mais espaço e segurança aos cães e continuar acolhendo animais abandonados.

Por isso ela agradece as doações recebidas e pede apoio da população para continuar cuidando dos cães. As contribuições podem ser feitas por meio de Pix, utilizando o número +55 19 98814-3336.

Ela também se dispõe a contar sua história pessoalmente para quem quiser conhecer melhor sua realidade. “Eu vivo por eles”, resume.

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