A morte do cão comunitário conhecido como Orelha gerou indignação em Piracicaba e reacendeu o debate sobre a violência contra animais no município. A Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais (SPPA), que atua há mais de 30 anos na cidade, afirmou que o episódio evidencia a fragilidade da proteção aos animais, principalmente aqueles que vivem em espaços públicos.
Caso expõe vulnerabilidade dos animais comunitários
Segundo a SPPA, a situação de Orelha não é um fato isolado. Cães e gatos comunitários costumam viver em praças, parques, cemitérios e áreas públicas, dependendo do cuidado de voluntários para alimentação, castração e atendimento básico. Em Piracicaba, colônias de gatos são mantidas por protetores independentes em locais como parques urbanos e nos cemitérios da Vila Rezende e da Saudade.
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Maus-tratos fazem parte da rotina
A entidade afirma acompanhar diariamente ocorrências envolvendo agressões, envenenamentos e remoções irregulares desses animais. A falta de políticas públicas contínuas e de fiscalização efetiva contribui para que esses casos se repitam. Um dos episódios mais recentes mencionados pela SPPA envolveu a morte de mais de 20 gatos por envenenamento, todos castrados por meio de parceria com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).
Violência contra animais é crime
A SPPA lembra que maus-tratos configuram crime previsto na Lei Federal nº 14.064/2020, que aumentou as penas para atos de crueldade contra cães e gatos. A entidade também destaca que a violência contra animais é considerada um importante indicador social, frequentemente associada a outros tipos de agressão, o que reforça a necessidade de atenção por parte do poder público.
Entidade cobra políticas permanentes
Diante do caso, a SPPA defende a adoção de medidas estruturais para reduzir a violência contra animais no município. Entre as principais ações apontadas estão:
– Programas contínuos de castração e manejo ético;
– Proteção efetiva aos animais comunitários;
– Campanhas educativas voltadas a crianças e adolescentes;
– Investigação rápida dos casos pelas autoridades;
– Responsabilização dos agressores.
Morte não pode virar estatística
"A morte do cão Orelha não pode ser apenas mais uma estatística. Ela precisa servir como um chamado à reflexão e à mudança. Proteger os animais é um dever coletivo e um reflexo direto do grau de humanidade de uma cidade.
A Sociedade Piracicabana de Proteção aos Animais reafirma seu compromisso, há mais de três décadas, com a defesa da vida, o respeito aos animais e a construção de uma Piracicaba mais justa, consciente e compassiva." afirma a Diretoria da ONG em nota.