Policiais militares utilizaram inteligência artificial para ajudar um menino de 9 anos a reencontrar os pais em Farroupilha, na Serra Gaúcha. A criança, de origem haitiana, não falava português e caminhava sozinha pelas ruas da cidade quando foi localizada. O caso aconteceu na tarde de sábado (17), e o garoto não sofreu ferimentos.
A ocorrência começou após um morador acionar a Brigada Militar pelo telefone 190. No local, o soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets encontraram o menino e tentaram conversar com ele. Como a criança falava apenas francês, os policiais enfrentaram dificuldades para entender o que havia acontecido e obter informações que permitissem localizar sua família.
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Para estabelecer a comunicação, os agentes recorreram ao ChatGPT, utilizando a ferramenta para traduzir perguntas em áudio. Entre as informações buscadas estavam o nome da escola frequentada pelo menino e pistas que pudessem indicar onde ele morava. Segundo o relato do soldado, a criança estava assustada, o que exigiu tempo e cuidado para que se sentisse segura e conseguisse colaborar.
Com a ajuda da tradução, os policiais descobriram qual era a escola do garoto e decidiram seguir até a região, na expectativa de encontrar sua residência nas proximidades. Durante o trajeto, o próprio menino conseguiu reconhecer o caminho e orientar a equipe. A tecnologia, nesse caso, funcionou como um recurso de apoio à comunicação, enquanto os agentes conduziram as buscas.
Ao se aproximarem da residência, o menino reconheceu o local e abriu a porta da viatura antes mesmo de chegar à casa. Os policiais o levaram até o imóvel, mas os pais não estavam presentes naquele momento. Um vizinho conseguiu entrar em contato com o pai, que retornou pouco depois e reencontrou o filho.
De acordo com as informações da Brigada Militar, a família estava fazendo compras em uma fruteira no centro da cidade quando a criança se afastou dos pais. O menino havia informado que iria ao banheiro, mas acabou saindo do estabelecimento em direção à rua. Quando perceberam que ele não estava mais por perto, os familiares iniciaram as buscas e, depois de procurá-lo sem sucesso, seguiram a pé para casa.
A criança foi encontrada a aproximadamente 1,5 quilômetro do comércio onde estava com os pais e permaneceu sozinha por cerca de uma hora. O reencontro trouxe alívio à família, que já procurava pelo menino. A ocorrência também ilustra como ferramentas de tradução baseadas em inteligência artificial podem auxiliar na comunicação em situações inesperadas, sem substituir o trabalho das equipes responsáveis pelo atendimento.