ALERTA FINANCEIRO

Apostas deixam 24% dos jogadores com nome negativado

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Levantamento mostra que 43% dos apostadores abriram mão de algum consumo cotidiano para destinar dinheiro aos jogos.
Levantamento mostra que 43% dos apostadores abriram mão de algum consumo cotidiano para destinar dinheiro aos jogos.

As apostas on-line têm provocado dificuldades financeiras para parte dos brasileiros que participam dessa modalidade. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), realizada em parceria com o SPC Brasil, indica que 24% dos apostadores tiveram o nome negativado em razão dos jogos. O levantamento também aponta que 23% destinaram às apostas valores que prejudicaram a renda ou o equilíbrio financeiro.

Os efeitos aparecem até mesmo nas despesas essenciais. Segundo os dados, há apostadores que deixam de pagar compromissos como contas de água, energia elétrica e telefone para direcionar recursos às plataformas de jogos. Além disso, 43% dos entrevistados afirmaram ter reduzido algum tipo de consumo habitual para conseguir continuar apostando, sinalizando que a atividade pode disputar espaço com gastos importantes do cotidiano.

Entre as pessoas que tiveram o nome incluído em cadastros de inadimplência por causa das apostas, 13% informaram que já conseguiram regularizar a situação. Outros 11% continuam com restrições financeiras. A diferença entre os dois grupos evidencia que, embora parte dos consumidores consiga resolver as pendências, uma parcela ainda enfrenta dificuldades para recuperar a regularidade do crédito.

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Gastos aumentam e ampliam riscos financeiros

O levantamento também revela que as apostas fazem parte da rotina de muitos participantes: 62% acessam as plataformas pelo menos uma vez por semana. O valor médio gasto mensalmente passou de R$ 187, em 2025, para R$ 213 neste ano, representando um crescimento aproximado de 14%. A elevação indica um aumento no desembolso médio, embora os números não signifiquem que todos os apostadores gastem quantias semelhantes.

Quando o dinheiro destinado aos jogos compromete o pagamento de outras despesas, as consequências podem se acumular. Contas atrasadas estão sujeitas à cobrança de juros e multas, enquanto a inadimplência pode dificultar a obtenção de empréstimos, a aprovação de cartões de crédito e o parcelamento de compras. Por isso, acompanhar os gastos e preservar os recursos destinados às necessidades básicas são medidas importantes para evitar que as apostas desorganizem as finanças pessoais.

O tema também envolve a regulamentação das plataformas de apostas no país. O material que apresenta a pesquisa menciona uma medida provisória publicada pelo governo federal no fim de setembro, com restrições à exploração, à oferta, à intermediação e à publicidade de apostas on-line, além de questionamentos levados ao Supremo Tribunal Federal (STF). Como esse cenário depende de decisões e atualizações jurídicas, é necessário verificar a situação vigente antes de publicar informações sobre as regras aplicáveis.

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