Grandes redes de supermercados e farmácias estão reorganizando as jornadas de trabalho e ampliando a adoção da escala 5x2, modelo que prevê cinco dias de expediente e dois de descanso por semana. Entre as empresas envolvidas estão Savegnago, RD Saúde, responsável pelas marcas Raia e Drogasil, Grupo DPSP, dono da Drogaria São Paulo e das Drogarias Pacheco, além dos supermercados Pague Menos. As iniciativas, porém, estão em diferentes estágios: algumas companhias anunciaram a expansão para suas operações, enquanto outras começaram por projetos-piloto ou implantaram a mudança em unidades específicas. Fontes: SuperHiper e Folha de S.Paulo.
No setor farmacêutico, a RD Saúde e o Grupo DPSP estão entre os destaques da transformação. No segmento de supermercados, o Savegnago anunciou a ampliação da escala 5x2 para todas as unidades da sua bandeira, após avaliar a experiência iniciada em Indaiatuba, no interior paulista. Já o Pague Menos, rede de supermercados com atuação no interior de São Paulo, também vem testando o formato. As empresas buscam tornar as vagas mais atrativas e melhorar a permanência dos profissionais, em um setor que depende de equipes numerosas para manter o atendimento durante toda a semana. Fonte: Folha de S.Paulo.
A mudança, entretanto, não significa necessariamente trabalhar menos horas. Parte das redes mantém a jornada de 44 horas semanais, distribuída em cinco dias, o que pode resultar em expedientes de 8 horas e 48 minutos, sem considerar os intervalos não contabilizados como jornada. As folgas também podem ocorrer em dias separados, dependendo da organização de cada empresa. Para os trabalhadores, é importante verificar as condições específicas da vaga, a distribuição dos turnos e a abrangência da nova escala antes de considerar que o benefício vale para todas as unidades de uma rede.
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Senado prepara votação sobre o fim da escala 6x1

A movimentação do varejo ocorre enquanto o Senado Federal avança na análise da PEC 221/2019, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho brasileira. A agenda oficial do Senado prevê para quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a votação em primeiro turno, após as sessões de discussão exigidas pelo regimento. O calendário legislativo também contempla a possibilidade de etapas posteriores, mas o resultado ainda depende dos votos dos parlamentares. Fonte: Senado Federal.
O texto em discussão estabelece a redução do limite semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e sem diminuição salarial. A proposta prevê uma transição gradual: primeiro, a jornada máxima passaria a 42 horas semanais, após 60 dias da promulgação; posteriormente, chegaria a 40 horas, conforme o cronograma previsto. Para ser aprovada, uma emenda constitucional precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos. Se houver alterações no texto aprovado pela Câmara, a proposta deverá retornar aos deputados para nova análise. Fonte: Agência Senado.
Até que a mudança seja aprovada, promulgada e entre em vigor, a escala 6x1 continua permitida pela legislação brasileira, respeitados os limites legais aplicáveis. Por isso, as iniciativas anunciadas pelas redes varejistas não representam, por si só, uma obrigação nacional de oferecer duas folgas semanais. Para quem procura emprego, o cenário abre uma oportunidade para comparar vagas que já oferecem a escala 5×2, mas é fundamental conferir a jornada contratual, os dias de descanso e a unidade contratante. A decisão das empresas e o andamento da PEC são movimentos distintos: o primeiro depende da política de cada empregador; o segundo pode estabelecer novas regras gerais para o mercado de trabalho.