SAÚDE DA MULHER

Planos passam a cobrir mamografia digital para todas as idades

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
A partir de 1º de outubro, planos de saúde passam a ter cobertura obrigatória para mamografia digital, mediante prescrição médica, sem restrição de idade.
A partir de 1º de outubro, planos de saúde passam a ter cobertura obrigatória para mamografia digital, mediante prescrição médica, sem restrição de idade.

A cobertura da mamografia digital pelos planos de saúde passará a valer para pacientes de todas as idades a partir de 1º de outubro. A mudança foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e determina que o exame seja coberto mediante prescrição médica, sem restrição de faixa etária.

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Até então, a cobertura obrigatória do exame estava prevista para mulheres entre 40 e 69 anos. A alteração atende a reivindicações de entidades médicas, entre elas a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Segundo o mastologista José Luís Esteves Francisco, membro da Comissão de Imagem da SBM e coordenador da comissão da entidade em São Paulo, a mudança amplia o acesso ao rastreamento mamográfico.

“A resolução estimula a ampliação do rastreamento mamográfico, uma vez que abrange uma parcela maior da população que pela limitação de idade não era contemplada”, afirma.

Exame para diferentes faixas etárias

De acordo com Francisco, a Comissão Nacional de Mamografia recomenda a realização do exame para mulheres com alto risco de câncer de mama a partir dos 30 anos. A indicação também pode se estender a mulheres acima dos 70 anos, conforme avaliação médica.

O especialista destaca que, no Estado de São Paulo, a mudança pode beneficiar uma parcela significativa da população com mais de 70 anos que possui plano de saúde. Ele também chama atenção para pacientes entre 30 e 40 anos que apresentam fatores de risco hereditário para a doença.

A mamografia digital é considerada uma ferramenta importante para a detecção precoce do câncer de mama. O método permite ampliar imagens e facilita a identificação de alterações que podem ser muito pequenas.

Segundo o mastologista, a tecnologia também possibilita menor exposição à radiação, especialmente relevante para mulheres mais jovens, além de reduzir o tempo de compressão das mamas durante o exame. As imagens digitais ainda podem ser armazenadas, facilitando o acompanhamento de alterações ao longo do tempo e a avaliação por diferentes especialistas.

Diferenças em relação ao SUS

No Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento mamográfico passou a contemplar mulheres de 40 a 49 anos desde 2025. Para aquelas entre 50 e 74 anos, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) recomendam o exame a cada dois anos. Acima dos 74 anos, a indicação é individualizada, considerando o histórico clínico e a expectativa de vida.

Entidades médicas, como a SBM, defendem a realização anual do exame entre 40 e 74 anos.

Na saúde suplementar, os exames mamográfico digital e convencional possuem códigos diferentes para solicitação. A escolha do método é feita pelo médico, de acordo com a necessidade de cada paciente, e o pedido pode passar por análise da operadora.

Cobertura para todas as pessoas

A nova regra também amplia a cobertura para todas as pessoas, independentemente de gênero. A medida inclui pessoas não binárias, que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher.

A mudança foi discutida pela Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde) e integra as novas regras de cobertura obrigatória dos planos de saúde.

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